terça-feira, 31 de dezembro de 2024

Projeto Hub Suape para transição energética é selecionado pelo Ministério de Minas e Energia

O Ministério de Minas e Energia (MME) divulgou o resultado da seleção de programas de hubs de hidrogênio de baixa emissão de carbono, voltados à descarbonização da indústria brasileira. Das 70 propostas recebidas, 12 foram selecionadas, entre elas o projeto Hub Suape para Transição Energética. A chamada pública avaliou proposições de hubs em escala comercial, que produzam e utilizem hidrogênio de baixa emissão de carbono, com desenvolvimento tecnológico e da infraestrutura de produção nacional, de forma integrada e sustentável. Os selecionados serão incluídos na submissão do governo federal para o estágio 1 de concorrência aos recursos do Climate Investment Funds - Industry Decabornization (CIF).

O Hub Suape TE tem a proposta de transformar o porto pernambucano em um polo estratégico de produção, armazenamento e distribuição de hidrogênio e seus derivados, como o e-metanol. A iniciativa inclui o pleito de suporte financeiro para a implementação do Cais 7, o primeiro do Brasil a ser dedicado à distribuição de combustíveis sustentáveis. Na primeira fase, abrange a produção de hidrogênio verde, com capacidade anual estimada em 76 mil toneladas, e produção e distribuição de e-metanol, estimada em 400 mil toneladas anuais.

Esses combustíveis serão usados no mercado interno, atendendo à demanda de indústrias locais e embarcações; e no mercado externo, com 40% da produção destinada à exportação. Futuramente, o hub prevê a produção e distribuição de SAF (Sustainable Aviation Fuel), para atender ao setor aéreo, em alinhamento com as metas previstas na Lei do Combustível do Futuro (Lei Nº 14.993, de 8 de outubro de 2024).

Um dos diferenciais do projeto de Suape é a integração com a indústria sucroenergética local, permitindo o uso do CO₂ biogênico, que será capturado para a síntese de e-metanol. Esse método atende às melhores práticas de sustentabilidade e agrega valor à cadeia de combustíveis e ao setor sucroenergético de Pernambuco.

“O Hub Suape promoverá a transição justa ao fomentar o desenvolvimento econômico regional e criar empregos verdes. A parceria com instituições proporcionará programas de qualificação, que vão capacitar trabalhadores locais para operar e desenvolver tecnologias de hidrogênio e energias renováveis. Essa iniciativa contribui para o desenvolvimento socioeconômico de Pernambuco e aumenta a resiliência da força de trabalho local”, explica o diretor-presidente de Suape, Marcio Guiot.

 

segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

DP World incorpora 500 novos contêineres refrigerados sustentáveis à sua frota


A DP World anunciou, por meio de uma publicação no LinkedIn, a incorporação de 500 contêineres frigoríficos de última geração à sua frota. As novas unidades  reforçam o seu compromisso com a sustentabilidade e a eficiência na logística global.

Os equipamentos são projetados com sistemas de refrigeração energeticamente eficientes e refrigerantes ecológicos. Eles permitem reduzir as emissões de carbono e garantem ao mesmo tempo um controle preciso da temperatura e integridade das cargas movimentadas.

A empresa destacou que esta aquisição faz parte da sua participação na coalizão industrial Move to -15, que propõe uma mudança nos padrões da cadeia de frio, ajustando a temperatura de -18 °C para -15 °C.

Segundo a DP World, o ajuste tem um impacto significativo na redução do consumo de energia, ajudando a indústria a mitigar o seu impacto ambiental. “Com a inovação e a sustentabilidade no centro das nossas operações, estamos estabelecendo novos padrões de eficiência ao mercado”, explica a nota da empresa.

Mapa garante que investigação chinesa sobre importações de carne bovina não prejudicará vendas do Brasil

O governo brasileiro toma nota da comunicação, pelo Ministério do Comércio da China, do início de investigação para fins de aplicação de medidas de salvaguarda sobre as importações de carne bovina por aquele país. A investigação, aberta no dia 27/12, abrange todos os países exportadores de carne bovina para a China e analisará o período  entre  2019 r o primeiro semestre desse ano.

A investigação deverá ter a duração de oito meses. Não há, em princípio, a adoção de qualquer medida preliminar, permanecendo vigente a tarifa de 12% “ad valorem” que a China aplica sobre as importações de carne bovina.

A China é o principal destino das exportações brasileiras de carne bovina, consolidando-se nos últimos anos como o maior parceiro comercial do Brasil em proteínas animais. Em 2024, as exportações brasileiras de carne bovina para o país somaram mais de 1 milhão de toneladas, representando aumento de 12,7% em relação ao mesmo período de 2023.

Durante os próximos meses, e seguindo o curso e os prazos legais da investigação, o governo brasileiro, em conjunto com o setor exportador, buscará demonstrar que a carne bovina brasileira exportada à China não causa qualquer tipo de prejuízo à indústria chinesa, sendo, pelo contrário, importante fator de complementariedade da produção local chinesa.

O governo brasileiro reafirma seu compromisso em defender os interesses do agronegócio brasileiro, respeitando as decisões soberanas do nosso principal parceiro comercial, sempre buscando o diálogo construtivo em busca de soluções mutuamente benéficas.

 

Complexo do Pecém tem novo presidente que pretende consolidar o hub de hidrogenio verde

O Complexo portuário e industrial do Pecém tem novo presidente a partir desta semana. Max Quintino, que estava à frente da Casa Civil do Governo do Ceará, tomou posse nesta semana, após reunião do Conselho de Administração. “Assumo esse novo desafio muito grato pela oportunidade me dada pelo governador Elmano de Freitas e na certeza de que tenho nas mãos uma responsabilidade grande, de estar à frente desse tão importante instrumento para a economia do Ceará”, destaca o novo dirigente.

“O Complexo do Pecém tem um protagonismo no Nordeste e, em breve, no Brasil e no mundo, com a instalação do hub de hidrogênio verde”, enfatizou Max, prometendo empenho para garantir a consolidação dessas posições. O novo presidente possui graduação em Geografia pela Universidade Estadual do Ceará (Uece) e mestrado em Economia do Setor Público pela Universidade Federal do Ceará (UFC). O gestor concluiu, em 2023, o Programa Internacional Boston Beyond, nos Estados Unidos.

Professor da rede pública estadual de ensino, Max tem experiência na gestão pública. Além de secretário-chefe da Casa Civil, foi superintendente do Departamento Estadual de Trânsito do Ceará (Detran-CE), diretor da Central de Abastecimento do Ceará (Ceasa), presidente do Instituto Agropolos do Ceará e diretor da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce).

 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

Exportações da Austrália, Brasil e Rússia vão impulsionar transporte marítimo em 2025


 

O mercado a granel está preparado para um aumento nos lucros, à medida que as regulamentações ambientais globais e regionais reconfigurarão o fornecimento de navios. Isto será combinado com uma maior fragmentação nos negócios de carga, relata a consultoria Drewry, acrescentando que, embora as perspectivas de crescimento do PIB sejam ligeiramente mais elevadas até 2025, a procura de transporte marítimo deverá ser resiliente, impulsionada pelo carvão e pelos cereais.

A expectativa é que a recuperação nas economias desenvolvidas se concretize finalmente após um atraso. No entanto, a atividade industrial da Europa continua fraca, apesar de a economia já ter evoluído. Por outro lado, prevê-se que as descidas consecutivas nos custos de financiamento do Banco Central Europeu melhorem a confiança do mercado e estimulem a atividade industrial em 2025.

Entretanto, a procura de carvão térmico na UE será moderada à medida que o continente se esforça para abandonar os combustíveis fósseis. Entretanto, as projeções de crescimento na China para 2025 foram truncadas, reduzindo a expectativa de recuperação da procura no mercado interno. Espera-se que o consumo de aço do país seja moderado, embora o aumento das exportações de aço compense a fraca procura interna.

O aumento das exportações para destinos mais distantes aliviará o mercado de transporte marítimo. Drewry acredita que o recente estímulo impedirá uma queda livre, mas é pouco provável que revigore imediatamente o consumo interno e a confiança do mercado, dada a persistente tendência deflacionária.

No entanto, isto é justaposto com importações abundantes de carvão térmico, cereais e bauxite para a China, ajudando a procura de transporte marítimo. Embora a produção de energia hidroeléctrica tenha melhorado marginalmente, o elevado consumo de energia manterá elevado o volume de importação de carvão. mercado de grãos que proporcionará mais oportunidades para uma procura sustentada, com elevadas exportações da Rússia, Austrália e Brasil.

A ratificação pela China das importações de sorgo do Brasil aumentará os embarques a partir de 2025, em linha com o objetivo do país de diversificar os seus parceiros comerciais. A China, o maior importador mundial de sorgo, obtém em média sete milhões de toneladas por ano e planeja diversificar começando a importar do Brasil. Os Estados Unidos respondem por 56% das exportações globais de sorgo e 94% dos embarques vão para a China.

O impacto da diversificação das importações chinesas também será evidente no comércio de carvão de coque, uma vez que o país poderá obter mais carvão da Mongólia com o início de redes ferroviárias adicionais no próximo ano. Isto continuará a desacelerar as importações marítimas, como visto em 2024.

Considerando a relação amarga mantida durante 2016-20, não é improvável que o comércio EUA-China seja directamente afetado. Embora não se espere que o impacto seja semelhante ao do mandato anterior de Trump, o receio de tarifas irá remodelar o comércio a partir do início de 2025. Com as importações de soja dos EUA já acelerando na China no quarto trimestre de 2024, a pausa poderá ser mais pronunciada no primeiro trimestre. de 2025, o que agravaria o declínio sazonal.

 Além disso, os países vizinhos dos EUA também enfrentarão pressão com o recente anúncio de uma tarifa de 25% sobre as importações do Canadá e do México. É mais provável que as tarifas sejam tidas em conta nos preços de importação de matérias-primas mais elevados, uma vez que os principais bens importados para os EUA destes dois países (tais como agregados, minério de ferro e cimento) ainda seriam mais baratos do que os envios de países mais distantes.

O desvio de navios através do Cabo da Boa Esperança persistirá, mantendo os trânsitos  pelo Canal de Suez nos atuais níveis baixos. Itinerários mais longos e a consequente maior capacidade utilizada por períodos mais longos continuarão a manter menos flexibilidade disponível na oferta, o que por sua vez apoiará as taxas de frete.

De acordo com a Drewry, existem fundamentos de oferta no mercado para 2025, uma vez que as entregas programadas permanecem modestas e os armadores recorrem cada vez mais à desaceleração dos navios para cumprir os regulamentos CII, uma combinação que resultará numa limitação do crescimento da oferta. Tem havido também preferência por navios mais jovens, especialmente em regiões como a Europa, levando a uma fragmentação do mercado de transporte de mercadorias. Esta tendência continuará no próximo ano com a aplicação do regulamento marítimo FuelEU a partir de janeiro de 2025. Embora o seu impacto imediato seja mínimo

Balança comercial registra corrente de comércio de US$ 11,5 bilhões na 3ª semana de dezembro

 

Na 3ª semana de dezembro de 2024, a balança comercial registrou corrente de comércio de US$ 11,5 bi e déficit de US$ 0,3 bilhão, resultado de exportações no valor de US$ 5,6 bilhões e importações de US$ 5,9 bilhões.

 Balança Comercial Preliminar Parcial - 3ª semana de dezembro/2024

No mês, as exportações somam US$ 17 bilhões e as importações, US$ 15,7 bilhões, com saldo positivo de US$ 1,3 bilhão e corrente de comércio de US$ 32,7 bilhões.

No ano, as exportações totalizam US$ 329,3 bilhões e as importações, US$ 258,1 bilhões, com saldo positivo de US$ 71,2 bilhões e corrente de comércio de US$ 587,4 bilhões. Esses e outros resultados foram publicados nesta segunda-feira (23/12), pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

Comparativo Mensal

Nas exportações, comparadas as médias até a 3ª semana de dezembro/2024 (US$ 1.1 bi) com a de dezembro/2023 (US$ 1.4 bi), houve queda de 21,3%. Em relação às importações houve crescimento de 7,6% na comparação entre as médias até a 3ª semana de dezembro/2024 (US$ 1 bi) com a do mês de dezembro/2023 (US$ 973 milhões).

Assim, até a 3ª semana de dezembro/2024, a média diária da corrente de comércio totalizou US$ 2.180,24 milhões e o saldo, também por média diária, foi de US$ 86,47 milhões. Comparando-se este período com a média de dezembro/2023, houve queda de 9,6% na corrente de comércio.

Exportações e importações por Setor e Produtos

No acumulado das exportações, até a 3ª semana do mês de dezembro/2024, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: queda de US$ 65,28 milhões (-25,2%) em Agropecuária; queda de US$ 190,11 milhões (-49,6%) em Indústria Extrativa e queda de US$ 50,05 milhões (-6,3%) em produtos da Indústria de Transformação.

No acumulado das importações, até a 3ª semana do mês de dezembro/2024, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 4,77 milhões (25,2%) em Agropecuária; queda de US$ 0,64 milhões (-1,4%) em Indústria Extrativa e crescimento de US$ 67,31 milhões (7,5%) em produtos da Indústria de Transformação.

 

quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

Porto de Shanghai ultrapassa barreira de 50 milhões de teus movimentados em um ano


O porto de Xangai tornou-se o primeiro do mundo a ultrapassar a marca dos 50 milhões de TEU num ano, consolidando a sua posição como o  terminal de contêineres mais movimentado do mundo durante 15 anos consecutivos, de acordo com o operador portuário Shanghai International Port (Group). Graças à melhoria constante da sua funcionalidade e à elevada qualidade dos seus serviços, o complexo chinês tornou-se um importante motor de crescimento do trânsito de contêineres.

“A taxa de transbordo no porto deverá atingir um recorde de 60% em 2024”, disse Yang Yanbin, vice-gerente geral do departamento de produção e negócios do Porto Internacional de Xangai (Grupo). Xangai ocupa o terceiro lugar entre os centros de transporte marítimo internacional, atrás apenas de Singapura e Londres, de acordo com o Índice de Desenvolvimento do Centro de Transporte Internacional Xinhua-Baltic 2024, divulgado no início de agosto.

 O Porto de Xangai não só atingiu a marca histórica de 40 milhões de TEUs em movimentação de contêineres, como também lançou a operação do seu terminal automatizado, ou a quarta fase do projeto do Porto de Yangshan. O terminal realizou uma movimentação combinada de contêineres de mais de 35 milhões de TEUs nos últimos sete anos.

Comparado com terminais convencionais, o terminal automatizado poupa 70% dos trabalhadores e aumenta a eficiência em 30%. O sistema automático de controle de gestão da produção intelectual portuária, ou sistema TOS, funciona como o cérebro do porto. O sistema foi pesquisado e desenvolvido de forma independente pelo Porto Internacional de Xangai (Grupo). Atualmente, as tecnologias portuárias automáticas foram aplicadas em 14 terminais na China e no exterior.