O presidente do Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês),
Zhou Xiaochuan, afirmou que não há base para uma desvalorização contínua
do yuan. Em entrevista publicada neste final de semana pela revista chinesa
Caixin, Xiaochuan afirmou que a China tem sido alvo recente de
especuladores, mas que o país "tem as maiores reservas do mundo e não
irá deixar que o sentimento do mercado seja dominado por forças
especulativas".
As declarações do dirigente chinês acontecem no momento em que as
bolsas locais se preparam para abrir após a pausa de uma semana por
causa das comemorações do Ano Novo Lunar. Por causa da forte
volatilidade nas praças globais na semana passada, há uma expectativa
sobre como os mercados acionários chineses voltarão a operar.
"É normal que as reservas internacionais subam e caiam, contanto
que os fundamentos não sejam colocados em risco", disse, acrescentando
que o mercado tinha uma expectativa irrealista sobre a estabilidade do
yuan porque a moeda esteve "muito estável nos últimos anos".
Xiaochuan disse ainda que o PBoC não tem intenção em impor mais
controles de capital, uma vez que eles seriam de difícil implementação
dado o volume de comércio com o exterior.
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