O presidente da Argentina, Mauricio Macri, comemorou neste domingo os anúncios de bilhões de dólares em investimentos para os próximos quatro anos que foram realizados no Fórum de Investimento e Negócios, que aconteceu na semana passada, em Buenos Aires. "Foi a primeira vez que se promoveu na Argentina
um encontro com estas características. E foi uma nova ocasião para mostrar
que em nossas províncias temos tudo o que precisamos para ser
protagonistas do século 21", afirmou o presidente.
Essa foi a primeira edição do Fórum, organizado pelo
governo e que teve participação de cerca de 2 mil empresários locais e
estrangeiros, além de membros do Executivo local. O Ministério da Fazenda da Argentina revelou que os
anúncios feitos durante o evento totalizam US$ 8,21 bilhões por parte de
empresas como a Siemens e a General Eletric.
Com isso, o investimento total no país para o período de 2016-2019 por
parte de companhias privadas chega a US$ 45,6 bilhões, segundo o
Ministério da Fazenda. "Esses anúncios vão se traduzir em trabalho de qualidade para muitos
argentinos e mostram que o país encanta por seu presente, por sua
esperança e também por seu futuro", disse Macri.
O presidente também citou sua participação na Assembleia-Geral da ONU,
em Nova York, onde afirmou ter sido uma "grande alegria ver o entusiasmo
que a Argentina desperta". "Não é o entusiasmo por um governo ou uma mudança de partido político: é o mundo que dá conta como somos valiosos", completou.
Macri disse que reiterou na ONU o objetivo de "acabar com a pobreza e
com o narcotráfico", assim como destacou o "valor do diálogo" para
solucionar amigavelmente a disputa pelas Ilhas Malvinas, cuja soberania a
Argentina reivindica desde 1833. O assunto gerou grande polêmica nos últimos dias depois de as
chancelarias da Argentina e do Reino Unido terem emitido um comunicado
conjunto depois da visita do ministro de Estado britânico para a Europa e
América, Alan Duncan, a Buenos Aires.
O texto da nota afirmava que ambos os países se comprometeram a
"estreitar ainda mais seus vínculos bilaterais e estabelecer um diálogo
para melhorar a cooperação em todos os assuntos de interesse recíproco
no Atlântico Sul", onde ficam as Malvinas. O comunicado provocou críticas de várias lideranças políticas, tanto da
oposição como até mesmo de alguns setores do governo. Ex-combatentes da
Guerra das Malvinas afirmaram que o governo está descumprindo a
Constituição do país, que determina a reivindicação da soberania das
ilhas. Na semana passada, a Comissão de Relações Exteriores se reuniu na
Câmara dos Deputados da Argentina para debater o documento e resolveu
convocar vice-chanceler, Carlos Foradori, para dar explicações sobre o
caso.
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