O
presidente da Fiorde Logística Internacional, Milton Lourenço, afirmou que o Portal Único do Comércio Exterior e o OEA (Operadores Econômicos Autorizados) são boas iniciativas do governo que deverão contribuir para o crescimento das operações de exportação e importação. “Esses são caminhos para que o país saia do atual ciclo de estagnação, que só contribui para agravar
os índices sociais”, ponderou.
Segundo ele, o Portal Único do
Comércio Exterior, objetiva até o final de 2016, reduzir de 13 para oito
dias o tempo das atividades de exportação e de 18 para dez dias o prazo
de importação. O que de acordo com o relatório Doing Business, do
Banco Mundial, se conseguir esse objetivo, em 2017, levará o Brasil a
sair da 124ª posição para figurar entre as 70 melhores nações para se
realizar operações de comércio exterior.
“Com o Portal, a Receita
Federal procura estabelecer processos mais eficientes, harmonizados e
integrados entre todos os intervenientes públicos e privados. O programa
prevê a integração entre os 22 órgãos que atuam no comércio exterior e
também com o setor privado. Com isso, espera-se a eliminação de uma
série de obstáculos burocráticos, especialmente a produção de documentos
que, por vezes, são apresentados de forma distinta a cada um dos órgãos
envolvidos num processo”, ressaltou, salientando que essa situação, há
anos, gera custos desnecessários tanto para o governo como para
importadores e exportadores.
Outra iniciativa que para Lourenço
merece elogios é a transição do regime Linha Azul para o programa de OEA
(Operadores Econômicos Autorizados). “A Linha Azul é um regime
aduaneiro que, sem comprometer os controles, vem procurando reduzir o
tempo das liberações das mercadorias, mediante a racionalização da
movimentação da carga, nas operações de importação, exportação e de
trânsito aduaneiro”, observou.
Já o programa OEA, explicou Lourenço, é uma parte
envolvida no movimento de cargas internacional que se insere no contexto
dos programas de segurança criados por cada país, com base nas
recomendações da OMA (Organização Mundial das Aduanas) para a segurança
da cadeia logística.
“Portanto,
as duas iniciativas vêm ao encontro do Acordo sobre Facilitação de
Comércio, da Organização Mundial do Comércio (OMC), já aprovado pelo
Senado brasileiro, que prevê medidas para a modernização da
administração aduaneira, bem como celeridade e simplificação de
procedimentos, contribuindo para a redução de custos tanto no âmbito do
governo como nos setores privados”, acrescentou.
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