Os preços do ouro se recuperaram e terminaram a sexta-feira (13) em
leve alta, em meio às incertezas globais que alimentaram a cautela dos
investidores e estimularam a busca por ativos seguros. O contrato de ouro para junho negociado na Comex subiu 0,1%, para
US$ 1.272,70 por onça-troy, revertendo a queda apresentada pela manhã. O
metal precioso chegou a cair para US$ 1.264,00 por onça-troy mais cedo.
O ouro acumula alta de 19% neste ano até agora, beneficiado pela
preocupação dos investidores com a saúde da economia global. No primeiro
trimestre de 2016 o ouro teve o melhor desempenho trimestral em 30
anos. Entre os indicadores divulgados hoje, as vendas no varejo dos EUA
subiram mais que o previsto em abril, o que renovou receios de que o
Federal Reserve possa elevar as taxas básicas de juros novamente em
breve, possivelmente na reunião de junho. Juros mais altos tendem a
pressionar o ouro, que é um ativo que não rende retornos para os
investidores, como é o caso dos Treasuries (títulos dos EUA).
No entanto, Ira Epstein, estrategista do Linn Group, afirmou que o
ambiente de juros baixos ao redor do mundo, combinado com temores de que
o Reino Unido possa sair da União Europeia, mantiveram a sustentação
dos preços do ouro. "Não há muitos investimentos para onde correr",
disse Epstein. "Conforme as pessoas procuram onde colocar o dinheiro, o
maior fluxo tem sido para o ouro", acrescentou.
George Gero, diretor-gerente do RBC Wealth Management, afirmou que o
recuo do ouro no início do dia foi guiado por operadores de curto prazo
com base em notícias do dia. Porém, observou, os investidores de longo
prazo ainda temem incertezas econômicas e políticas durante o ano.
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