As frotas de navios de cabotagem estão sendo cada vez mais
modernizadas e ampliadas, o que de fato, tem atendido às demandas. Na
opinião de Luiz Fernando Resano, Vice-Presidente Executivo do Syndarma
(Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima) o fator é muito
positivo. “Se houver mais cargas temos condições de rapidamente atender
às demandas, e se consolidada estas cargas, ocorrerá aumento da frota”,
explica.
Nesse sentido, para a Antaq (Agência Nacional de Transportes
Aquaviários), uma das soluções para incentivar o transporte de cabotagem
é prestigiar o armador brasileiro. Para a agência, essa é uma forma de
conseguir um frete muito mais em conta, apesar do risco Brasil, já que o
custo portuário é muito elevado. “Precisamos incentivar nossos
armadores e melhorar nosso custo de logística”, disse um diretor da
agência em comunicado.
Para Resano, o armador enfrenta diariamente um entrave chamado:
custo. O que o leva a estar sempre atento a novos mercados para, se for o
caso, disponibilizar novos navios. “Essas iniciativas quase certamente
terão um efeito cascata positivo para o setor, depois que se investir em
tripulações, custo de praticagem e uma série de transações, além de
estimular a navegação do modal e os estaleiros”, ressalta.
Sobre a cabotagem e a “cultura rodoviária”, para ele, esse não é o
fator do problema. “Talvez não só a cultura, mas a simplicidade e o
desconhecimento do modal aquaviário faz com que a opção recaia no
rodoviário”, explica. Porém, mesmo em crescimento, o executivo acredita
que a cabotagem precisa de mais ação do governo. “Se o Governo encarasse
esses cinco pontos na busca de solução, certamente haveria um maior
balanceamento do uso dos modais”, disse, ressaltando ainda que a
cabotagem é ligada ao modal rodoviário nas suas pontas.
Sem dizer suas expectativas para o modal esse ano, ele destaca que o
custo logística não é da cabotagem, e sim do País. “Não temos com lançar
expectativas para o modal, em função dos problemas enfrentados pelo
país que repercutem no setor”, diz. Ele finaliza dizendo ainda que os
investimentos no modal através de alguns estudos e programas é positivo
porém pondera: “diagnóstico não nos faltam, mas as soluções não veem”.
Nenhum comentário:
Postar um comentário