quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Levy diz que recursos do FGTS podem ser liberados para financiar obras de infraestrutura

         O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse nesta quinta-feira (5) que o governo continua estudando a possibilidade de liberar recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para o trabalhador que quiser investir em obras de infraestrutura. A medida chegou a ser discutida no começo do ano com a Câmara dos Deputados, mas depois a discussão esfriou.
         A ideia era usar parte do saldo do trabalhador no FGTS para o financiamento de debêntures de infraestrutura. "A questão do empréstimo a gente tem que ver direitinho quais são as alternativas para o FGTS, que é um fundo solidário," explicou Levy.
         O ministro lembrou que "já houve no passado algumas possibilidades de você poder investir com riscos próprios. O alvo dos recursos foi a Petrobras. Então é uma coisa que a gente está estudando". Ele revelou que o governo está tentando evoluir para dar conformidade à operação pelo lado do ativo porque é preciso ter o ativo para suportar a operação.
        Levy disse que iria discutir com os empresários algumas coisas para facilitar o investimento e trazer mais empresas para a construção de infraestrutura, como baixar os custos e agilizar a retomada das obras. "Eu acho que este pode ser um setor que pode trazer contribuições importantes, especialmente, no ano que vem. Se acertar o fiscal, o juro longo começará a cair e a facilitar o financiamento da infraestrutura" calculou.
        Segundo o ministro, é muito importante "ter o pessoal da construção civil alinhado". "Mas a gente tem que aumentar a segurança jurídica para este setor", destacou. O ministro também falou sobre a dificuldade encontrada pelo governo para aprovar, na Câmara dos Deputados, as medidas para o ajuste fiscal.
         "Lá na Câmara tem mais de 500 pessoas e você tem que coordenar todas elas. Elas têm diversos níveis de entendimento. Nem todo mundo ali pensa economia o dia inteiro", observou Levy. Para ele, uma questão muito importante é conseguir fortalecer as lideranças.
         "O Brasil tem muitos partidos e cada partido tem sua liderança. O importante é que essas lideranças - muitas das quais apoiam o governo e algumas que estão no governo - consigam a consistência. É um processo que está sendo construído", argumentou.

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