quinta-feira, 5 de maio de 2016

Presidente da Firjan entende que eventual governo Temer será positivo para superar crise na indústria do petróleo



          As mudanças resultantes do atual cenário político conturbado são positivas e irão colaborar diretamente para uma indústria nacional de petróleo mais forte. Essa é a avaliação do presidente da Firjan, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, em mais uma demonstração de apoio de um representante do segmento industrial ao cada vez mais próximo governo Michel Temer.
         A presidente Dilma Rousseff foi duramente criticada por Vieira em Houston, durante um evento organizado pela Bratecc, com a acusação de que ela vem espalhando uma “mentira oficial” pelo mundo. Para o executivo, tratar a situação como um golpe mais atrapalha do que ajuda, dando pouca credibilidade às instituições e impedindo investimentos estrangeiros no País. As primeiras impressões do futuro governo, no entanto, agradam ao líder da Firjan.
       A capacidade de diálogo do vice-presidente Temer foi bastante elogiada, além da disponibilidade de delegar poderes a terceiros, especialmente no setor econômico. A entrada de novos nomes nos ministérios e na presidência da Petrobrás deve colaborar para superar a crise vivida na indústria do petróleo, sustentada principalmente pelo baixo preço do barril e pela incapacidade de novos investimentos por parte da Petrobrás. As mudanças nas regras para operação no pré-sal, já aprovadas no Senado, também animam o setor e podem significar novos grandes investimentos no Brasil.
           “Nós temos tudo para aumentar a produção, para chegar a 4 milhões de barris por dia. Agora, precisamos ter o horizonte claro na questão da regulação e dizer ao mundo que os investidores são bem-vindos. Esse movimento que estamos fazendo em Houston nesta semana é neste sentido”, comentou.

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