As
mudanças resultantes do atual cenário político conturbado são positivas e irão
colaborar diretamente para uma indústria nacional de petróleo mais forte. Essa
é a avaliação do presidente da Firjan, Eduardo
Eugênio Gouvêa Vieira, em mais uma demonstração de apoio de um
representante do segmento industrial ao cada vez mais próximo governo Michel Temer.
A
presidente Dilma Rousseff foi duramente criticada por Vieira em Houston,
durante um evento organizado pela Bratecc, com a acusação de que ela vem
espalhando uma “mentira oficial” pelo mundo. Para o executivo, tratar a
situação como um golpe mais atrapalha do que ajuda, dando pouca credibilidade
às instituições e impedindo investimentos estrangeiros no País. As primeiras
impressões do futuro governo, no entanto, agradam ao líder da Firjan.
A
capacidade de diálogo do vice-presidente Temer foi bastante elogiada, além da
disponibilidade de delegar poderes a terceiros, especialmente no setor
econômico. A entrada de novos nomes nos ministérios e na presidência da
Petrobrás deve colaborar para superar a crise vivida na indústria do petróleo,
sustentada principalmente pelo baixo preço do barril e pela incapacidade de
novos investimentos por parte da Petrobrás. As mudanças nas regras para
operação no pré-sal, já aprovadas no Senado, também animam o setor e podem
significar novos grandes investimentos no Brasil.
“Nós temos tudo para aumentar a
produção, para chegar a 4 milhões de barris por dia. Agora, precisamos ter o
horizonte claro na questão da regulação e dizer ao mundo que os investidores
são bem-vindos. Esse movimento que estamos fazendo em Houston nesta semana é
neste sentido”, comentou.
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