O gerente de Meio Ambiente da Agência Nacional de Transportes
Aquaviários (Antaq), Marcos Maia Porto, avaliou que, em quatro anos de aplicação, o Índice de
Desempenho Ambiental (IDA) contribuiu para ampliar a percepção sobre
meio ambiente dentro dos portos. Ele destacou que os gestores portuários têm no indicador
referências importantes sobre as práticas ambientais adotadas e sobre as
ações que precisam ser implementadas.
Segundo Maia Porto, houve mudança na discussão
do tema dentro dos portos. "As áreas de meio ambiente
hoje estão mais próximas das diretorias das autoridades portuárias do
que há alguns anos.
O IDA, que abrange portos públicos, passa por ajustes e em breve
também vai contemplar terminais de uso privado (TUPs) e áreas
arrendadas", explicou.
"O índice trouxe o lado positivo dentro da organização
portuária, que se interessou de certa forma em ganhar pontos, ainda que
esse não seja o objetivo principal do índice", salientou Maia Porto,
durante palestra na 12ª edição do Seminário Nacional sobre Indústria
Marítima e Meio Ambiente (Ecobrasil), realizado pela revista Portos e Navios, no Rio de Janeiro, e com coordenação técnica de Heitor Ciuffo, da Cisporto Consultoria.
Maia Porto esclareceu que a ideia de divulgar os índices não teve
intenção de expor as carências dos portos, e sim estimulá-los a adotar
práticas sustentáveis e melhorar seus resultados no ranking.
Maia Porto diz que os números são consistentes e acredita que os
gestores ambientais são muito fiéis às respostas dos questionários. O
gerente de meio ambiente da Antaq reconheceu que alguns pontos da
metodologia ainda precisam ser ajustados para evitar dúvidas no
preenchimento dos formulários.
O gerente relatou que alguns portos evoluíram nos últimos quatro anos e
conseguiram até dobrar notas baixas obtidas nas primeiras avaliações.
"Entendemos que precisávamos juntar forças para os processos serem
melhor desenvolvidos e melhor executados", concluiu.
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