quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Deutsche Bank prevê que recuperação da economia brasileira só virá, lentamente, a partir de 2017

         A recessão vai corroer um pedaço razoável da economia brasileira até 2016 e a recuperação só virá muito lentamente a partir do ano seguinte. Mesmo com essa esperada reação, a atividade não crescerá como nos anos recentes e o Brasil deve girar a um ritmo anual abaixo de 2% até 2020. A aposta consta de relatório sobre as perspectivas da economia global divulgado pelo alemão Deutsche Bank aos jornalistas na tarde desta quarta-feira (9).
         De acordo com as previsões feitas pelos economistas da casa, o Produto Interno Bruto (PIB) deverá terminar o com contração de 3,7% em 2015. A recessão deve continuar em 2016, quando a economia deve diminuir de tamanho em 2,4%. A lenta recuperação só virá a partir de 2017, quando o país deve crescer modesto 1%. A partir daí, porém, o Brasil não vai colocar o pé no acelerador. O Deutsche aposta que o PIB brasileiro manterá ritmo modesto com expansão de 1,9% em 2018, 1,7% em 2019 e 1,6% em 2020. Ou seja, até o fim da década o Brasil terá crescimento inferior a 2%.
        Os analistas explicam o pessimismo com o Brasil pelos problemas de curto prazo. "A demanda externa que deve continuar fraca, baixos preços das commodities e investimento deprimido" fazem parte do cenário enfrentado pelo Brasil e demais países da América Latina, diz o banco alemão. No caso brasileiro, o problema é potencializado pela "ajuste fiscal desordenado" que está sendo executado pela equipe econômica.

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