quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Transporte por contêineres pela MRS cresce 34% nos dez primeiros meses do ano

         O transporte por contêineres pela MRS cresceu 34% nos primeiros dez meses deste ano, comparativamente ao mesmo período de 2014, passando de 42,6 mil para 57 mil teus, respectivamente. Em alguns segmentos, o crescimento foi ainda mais expressivo. Os produtos automotivos, por exemplo, tiveram expansão de quase 50%,  alcançando em 2015 11.132 teus contra 7.449, no ano passado. Em relação a bobinas de alumínio, a companhia registrou elevação de 26,82% (1.078 teus esse ano contra 850, em 2014). Mas o grande destaque foi o segmento de papel e celulose, com um salto de 5.678 teus para 12.146  no comparativo entre os meses de janeiro a outubro de 2014 e 2015, um aumento de 113,91%.
         “O crescimento do setor de Produtos Automotivos se deve, em grande medida, à ampliação das operações em terminais na região de Suzano e Sumaré. Esse segmento passa por um forte momento de redução de custos e a ferrovia é uma solução viável nesse sentido. Quanto a papel e celulose, o aumento está associado à maior participação do modal ferroviário no Porto de Santos com cargas que têm origem nas plantas de papel de Suzano e Limeira”, argumentou Elisa Guimarães Figueiredo, gerente comercial de industrializados e granéis da MRS.
        “Bobinas, lingotes e sucata de alumínio fazem parte do nosso amplo portfólio com a Novelis, maior produtora brasileira de produtos acabados de alumínio. Nossa parceria cresceu bastante em 2015, visto que a MRS participava dos transportes ferroviários com destino a cabotagem, e ampliou a participação na importação de insumos e exportação de produtos acabados”, explicou ela.
         Duas novas linhas comerciais também têm revelado uma evolução comparativa bastante positiva para a companhia: produtos eletrônicos, com 8.868 teus no período, e sucata exportação, mercado que está bastante aquecido em 2015. O segmento de produtos químicos, por sua vez, revelou estabilidade (6.789 teus em 2015, contra 6.653 teus, em 2014).
         A gerente da MRS disse que  “o transporte de eletrônicos, de alto valor agregado, se beneficia da ferrovia pelos baixos índices de roubos e acidentes. Em 2015 não tivemos sinistros no segmento de contêineres na ferrovia. É um segmento que não estávamos atuando, mas que ‘emplacou’ bem neste ano com uma forte ação a quatro mãos com nossos parceiros de cabotagem”. O transporte multimodal cabotagem-ferrovia, aliás, respondeu nesse período por praticamente a totalidade dos volumes de Bobinas de Alumínio e mais de um quarto dos volumes da linha de Produtos Automotivos da carteira da companhia.
         O transporte ferroviário por contêineres tem apresentado um custo entre 15% e 20% abaixo dos praticados em soluções com base rodoviária (em termos gerais, os ganhos variam dependendo da distância e do desenho logístico global). Além disso, há a questão da confiabilidade, graças a baixos índices de acidentes operacionais e alta disponibilidade dos ativos — material rodante e malha são pontos fortes em que a MRS se destaca no cenário nacional; da previsibilidade, já que a companhia dispõe de um serviço expresso para trens de contêineres com datas e horários fixos para partidas e chegadas; e da segurança, com índices históricos praticamente nulos de roubo de cargas na malha da MRS.

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