O vice-presidente Michel Temer (PMDB) apresentou a empresários nesta segunda-feira, na sede da Fecomércio, em São Paulo, um conjunto de propostas para a economia defendido pelo seu partido. O encontro ocorreu cinco dias depois de o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), aceitar a abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT).
Na reunião com dirigentes e convidados, Temer falou sobre o programa "Uma Ponte para o Futuro", com propostas na área econômica, como a flexibilidade das leis trabalhistas, o fim da indexação do salário dos aposentados ao salário mínimo e das vinculações constitucionais no Orçamento, que deve afetar os recursos destinados sobretudo à saúde e a educação.
A reunião foi fechada à imprensa e Temer não falou com jornalistas. Ele não se manifesta sobre o impeachment publicamente desde a sua aceitação. O vice-presidente entrou e saiu pela garagem do prédio, no Centro da capital paulista.
Segundo relatos de pessoas presentes ao encontro, Temer não falou diretamente sobre a tentativa de impeachment contra a Dilma. O peeemedebista foi aplaudido de pé pelos empresários, disseram essas fontes e teria sido citado duas vezes pelo jurista Ives Gandra Martins como "presidente".
Presentes também à reunião, o ministro do Supremo Tribunal Militar, Flávio Bierrenbach, contou que Temer mostrou que "está a disposição do país" e o conselheiro da Fundação Ulysses Guimarães, do PMDB, Evandro Mesquita, disse que o projeto "Uma Ponte para o Futuro" atende às perspectivas do empresariado nacional.
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