quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Diretor da Grimaldi diz que Custo Brasil não está adequado aos avanços da tecnologia

         O diretor geral da Grimaldi, Helder Malaguerra, afirmou que "não se pode deixar de lado o enorme desenvolvimento verificado no setor brasileiro, que ainda operava com métodos do início de século 20 e que graças ao impulso iniciado com a promulgação da Lei 8.630 (antiga Lei dos Portos), teve este cenário melhorado dia a dia e hoje já obtém resultados de produtividade positivos, se comparados aos mercados tidos como referência, por exemplo, no Norte da Europa".Explicou que "naturalmente que um mercado como o brasileiro está sempre em constante observação e na oportunidade se espera também uma participação em terminais nos portos de maior presença".
         A companhia italiana atua no Brasil desde 1988 e opera hoje uma frota de 102 navios próprios, com uma idade máxima de 15 anos – no comparativo ao início, com uma frota de 3 navios Liberty. Nos últimos dez anos a armadora recebeu dos estaleiros mundiais mais de 50 embarcações. Mas não limita seus negócios apenas a frota marítima, operando também na exploração de terminais portuários na Suécia, Finlândia, Dinamarca, Alemanha, Bélgica, Irlanda, Espanha, Itália, Senegal, Nigéria, Camarões, Benin e Costa do Marfim.
          Segundo Malaguerra, apesar dos avanços no mercado brasileiro, “isto não quer dizer que tudo é um mar de rosas. Bem ao contrário, os desafios são permanentes, os navios estão cada vez maiores e exigindo metas sempre mais difíceis, mas necessárias, para que se mantenha sempre a competitividade, imprescindível para o crescimento da nação”.
          Nesse sentido, ressaltou, esta competitividade está hoje em dia baseada numa redução de custos, uma vez que a produtividade operacional está em patamares aceitáveis. “O tão badalado custo Brasil em inúmeras facetas, indo da pesada burocracia ao custo da mão de obra, que ainda não está totalmente adequada ao progresso trazido pela tecnologia embarcada e métodos e equipamentos dos terminais, cada mais especializados”, destacou.
          Para o executivo, esses mesmos terminais sofrem com o gargalo criado pela logística, que impondo barreiras a maximização da sua produtividade, obrigam a uma subida nos custos, disse, acrescentando ser esse um ponto que a companhia gostaria de ver mais os esforços e saber de quem de direito. “Como empresa totalmente independente e concorrendo em todos os tráfegos com os maiores do mundo, acreditamos que sendo proporcionados os básicos de infraestrutura, rapidamente haverá da parte empresarial uma resposta adequada a melhoria do setor portuário, imprescindível ao desenvolvimento do comercio internacional”.

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