quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Siderúgicas globais não aceitam reconhecimento da China como economia de mercado

         Um grupo de nove associações nacionais e regionais do setor siderúrgico global divulga nesta quinta-feira (5) uma declaração conjunta contra o reconhecimento da China como economia de mercado pela Organização Mundial do Comércio (OMC) em dezembro de 2016.
         Para as entidades, a forte intervenção do governo chinês na economia, em especial no setor siderúrgico, comprova que o país asiático está longe de ser uma economia de mercado.
         "A indústria mundial do aço passa por uma crise de excesso de capacidade e a China é a principal responsável por este problema. Estimativas do Comitê do Aço da OCDE indicam que, hoje, há pelo menos 700 milhões de toneladas de excesso de capacidade de aço em todo o mundo.
        A indústria siderúrgica da China, esmagadoramente estatal e financiada pelo governo de Pequim (foto noturna), concentra de 336 a 425 milhões de toneladas desse excesso de capacidade, e espera-se que esses números cresçam nos próximos anos", diz o documento.
         A avaliação do setor é que a postura do governo chinês, somada ao declínio do consumo de aço, resultou em níveis recordes de exportação do insumo da China para o resto do mundo em 2014, o que deve se agravar em 2015.
         A carta é assinada pelo Instituto Aço Brasil (IABr), a American Iron and Steel Institute, a Steel Manufacturers Association, a Canadian Steel Producers Association, Canacero (associação do aço do México), Associação Latinoamericana do Aço (Alacero), Eurofer (associação do aço da Europa), a Specialty Steel Industry of North American e o Comitê de Importação de Tubos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário