Um grupo de nove associações nacionais e regionais do setor
siderúrgico global divulga nesta quinta-feira (5) uma declaração
conjunta contra o reconhecimento da China como economia de mercado pela
Organização Mundial do Comércio (OMC) em dezembro de 2016.
Para as entidades, a forte intervenção do governo chinês na
economia, em especial no setor siderúrgico, comprova que o país asiático
está longe de ser uma economia de mercado.
"A indústria mundial do aço passa por uma crise de excesso de
capacidade e a China é a principal responsável por este problema.
Estimativas do Comitê do Aço da OCDE indicam que, hoje, há pelo menos
700 milhões de toneladas de excesso de capacidade de aço em todo o
mundo.
A indústria siderúrgica da China, esmagadoramente estatal e
financiada pelo governo de Pequim (foto noturna), concentra de 336 a 425 milhões de toneladas
desse excesso de capacidade, e espera-se que esses números cresçam nos
próximos anos", diz o documento.
A avaliação do setor é que a postura do governo chinês, somada ao
declínio do consumo de aço, resultou em níveis recordes de exportação do
insumo da China para o resto do mundo em 2014, o que deve se agravar em
2015.
A carta é assinada pelo Instituto Aço Brasil (IABr), a American
Iron and Steel Institute, a Steel Manufacturers Association, a Canadian
Steel Producers Association, Canacero (associação do aço do México),
Associação Latinoamericana do Aço (Alacero), Eurofer (associação do aço
da Europa), a Specialty Steel Industry of North American e o Comitê de
Importação de Tubos.

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