A LOGZ Logística Brasil planeja investir em 2016
R$ 1,8 bilhão, em conjunto com seus parceiros, no desenvolvimento de novos
empreendimentos logísticos e na ampliação das operações já existentes. O plano
estratégico da empresa prevê o fortalecimento de suas atividades em Santa
Catarina e a expansão do portifólio para outras regiões, sobretudo Sudeste e
Norte, sejam terminais portuários ou operações logísticas de interior, algumas
com ênfase na navegação fluvial.
De acordo com o diretor de
Investimentos e Operações da LOGZ, Roberto Lopes, embora haja ainda um clima de
expectativas com relação ao ambiente político no país - o que impõe mais
critério e rigor na escolha e aprovação dos empreendimentos -, não houve
qualquer paralisação ou retrocesso em relação aos projetos. "De forma geral, até o
momento não vemos uma crise que gere um entrave ao desenvolvimento de nossos
planos", afirma.
Os
principais projetos que constam do planejamento estratégico da LOGZ para 2016
são o desenvolvimento de um sistema integrado de logística para escoamento de
grãos no Arco Norte (Região Norte); o desenvolvimento do TERLIP, terminal
dedicado a movimentação de grãos em Paranaguá, no Paraná; e a implementação do
Terminal de Grãos de Santa Catarina (TGSC), a extensão do prazo de arrendamento
do Terminal de Contêineres de Santa Catarina (TESC), ambos em São Francisco do
Sul, bem como a expansão do Terminal de Contêineres do Porto Itapoá, também no
norte catarinense.
Roberto Lopes entende, contudo, que, no setor de logística portuária, alguns
pontos seguem merecendo atenção especial por parte do Poder Público, no sentido
de agilizar processos e destravar novos investimentos.
"Creio que, embora já tenham havido avanços, ainda precisamos de mais
celeridade nos processos de licitação dos arrendamentos, nas autorizações para
os TUPs (Terminais de Uso Privado), nos licenciamentos ambientais, na definição
das novas poligonais nos portos organizados e nas obras de dragagem",
ressalta o diretor da LOGZ. Ele destaca que a questão relativa às poligonais é
de extrema importância para o setor e para a LOGZ, lembrando que portos
importantes, como Paranaguá, demandam uma definição técnica e urgente, que
permita o desenvolvimento de investimentos naquela região.
No que toca a renovação dos
contratos de arrendamento, Roberto Lopes avalia que a aprovação da renovação do
TESC, em São Francisco do Sul é de extrema relevância, sobretudo tendo em vista
os planos de modernização da LOGZ para aquele terminal. Mas, nesta questão,
considera que também já houve avanços. Em sua opinião, o entrave regulatório
maior hoje diz respeito aos processos de licitação de novas áreas.
"Neste ponto, de fato,
ainda temos um problema. Em função do tempo demasiado para destravamento
desta questão no Tribunal de Contas da União (TCU), os projetos terão que ser
revisados, o que demanda tempo, aumentando a expectativa do setor. O
início efetivo da nova rodada de licitações de arrendamentos de áreas nos
Portos Públicos é esperada com muito interesse", afirma o diretor da LOGZ.
Sobre os planos de
investimento da empresa para 2016, a despeito das perspectivas ruins desenhadas
pelos analistas, Roberto Lopes explica que o setor de infraestrutura portuária
sofre menos impacto de eventuais crises econômicas e de confiança devido
sobretudo ao descompasso - que vem de muitas décadas - entre demanda e
capacidade instalada.
"Este descompasso
impôs ao setor momentos de saturação. Mas a necessidade de investimentos para
ampliar a capacidade de oferta, sobretudo tendo em vista o contínuo crescimento
da produção agrícola, justifica planejamentos voltados para a expansão dos
investimentos. Eu diria que mesmo o setor de contêineres, que momentaneamente
teve redução do crescimento, devido à retração do consumo, voltará a crescer no
médio prazo", prevê Roberto Lopes.
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