quinta-feira, 12 de novembro de 2015
Governo quer intensificar os leilões de áreas portuárias nos próximos meses
Os primeiros editais de concessões previstas na segunda etapa do Plano de Investimento em Logística (PIL 2) foram publicados na última semana de outubro. O governo federal prevê leiloar na BM&FBovespa três terminais no Porto de Santos (SP) e um no Porto de Vila do Conde (PA). Maurício Muniz, secretário do Ministério do Planejamento responsável pelo PIL, diz que os próximos meses serão intensos em editais e leilões nas quatro áreas do programa.
Anunciado em junho, o PIL 2 projeta estimular investimentos de R$ 198,4 bilhões em rodovias, ferrovias, aeroportos e portos. Desse total, R$ 69,2 bilhões devem ser aplicados até 2018. "Estamos chegando ao final da fase de estudos e projetos e notamos um grande interesse por parte dos investidores", diz.
Segundo Muniz, um indício do interesse da iniciativa privada é o número de empresas que se inscrevem para a modelagem de pelo menos 55 projetos por meio do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI). Os trabalhos só são remunerados para o vencedor da concessão, caso o leilão seja efetivado. "É uma demonstração de confiança no avanço do PIL."
No modal rodoviário, o PIL 2 prevê a concessão de 7 mil quilômetros em 16 rodovias, gerando R$ 51,4 bilhões em investimentos. A ideia é leiloar quatro rodovias em 2015 e 12 em 2016. Entre as concessões programadas para este ano, está incluído um leilão realizado antes mesmo do anúncio do PIL, o da Ponte Rio-Niterói, ocorrido em março e vencido pela Ecorodovias. Muniz informa que o governo trabalha para publicar até o fim do ano os editais da rodovia BR- 476 (Paraná-Santa Catarina), e de trechos rodoviários das BRs 364/365 (Goiás-Minas Gerais) e BRs 364/060 (Mato Grosso e Goiás). O leilão da BR-163 (Pará), previsto para este ano, deve ficar para o início de 2016.
Os aeroportos que estão previstos para serem privatizados são os de Salvador (BA), Porto Alegre (RS), Fortaleza (CE) e Florianópolis (SC). A previsão de investimentos é de R$ 8,5 bilhões. Muniz diz que os estudos foram concluídos em outubro e estão sob avaliação da Secretaria da Aviação Civil e devem ser encaminhadas para análise do Tribunal de Contas da União (TCU) no início de 2016. Os editais devem ser publicados no primeiro trimestre. O cronograma, diz Muniz, atenderá uma avaliação da conveniência mercadológica da realização de cada leilão.
Os investimentos em ferrovias somam R$ 86,4 bilhões, sendo quase a metade (R$ 40 bilhões) na chamada Bioceânica, prevista para interligar o Atlântico ao Pacífico, cortando o Brasil e o Peru. Segundo Muniz, os projetos de concessão de quatro trechos ferroviários devem ser encaminhados ao TCU no primeiro semestre de 2016, com publicação de editais prevista para o final do ano.
Os projetos que estão em andamento são para a construção da ferrovia Rio-Vitória, que está em fase final de modelagem. Os estudos de três trechos da Norte-Sul, foram concluídos entre setembro e outubro. São entre Lucas do Rio Verde (MT) e Miritituba (PA); Anápolis (GO), Estrela D'Oeste (SP) e Três Lagoas (MS); e entre Anápolis, Barcarena (PA) e Açailândia (MA).
A concessão dessas ferrovias estava prevista no PIL 1, anunciado em 2012 sem sucesso. Na ocasião, o governo propôs um modelo no qual o vencedor construiria a ferrovia e faria sua manutenção. A remuneração seria feita pela estatal Valec, também responsável pela compra da capacidade de transporte de carga e comercialização do direito de passagem. Sem aceitação no mercado, o governo retomou o modelo antigo, em que o concessionário tem liberdade para comercializar o tráfego.
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