terça-feira, 10 de novembro de 2015

Executivos de Roterdã visitam Presidente Kennedy (ES) em busca de negócios


         A cidade de Presidente Kennedy (ES) recebeu a visita de representantes da Embaixada da Holanda no Brasil e um grupo de executivos-chefes da área financeira (CEO) do Porto de Roterdã, na última semana, no local onde será construído o Porto Central, na Praia das Neves.
         Para o chefe de gabinete da prefeitura local, José Augusto Paiva, a manifestação de interesse de Roterdã e do governo Holandês é muito importante nesse momento em que o governo do Estado conseguiu judicialmente a posse dos terrenos onde será construído o porto.
         “Demos garantias de nossas intervenções estruturantes e a continuação do diálogo entre Prefeitura, TPK Logística e Porto de Roterdã que têm know how em logística e transportes, com o propósito de reafirmarem os investimentos econômicos devido a construção do porto em nossa região”, disse José Augusto.
         Acompanhados dos CEOs da Polimix Fiab Participações e Nova K (TPK Logística) e de representantes do governo do Espírito Santo e do município de Presidente Kennedy, eles visitaram a região e conheceram todo o projeto na área de construção, logística e transporte que foi apresentado pela TPK.        
         Quanto a Prefeitura coube apresentar as futuras intervenções por parte do governo municipal, principalmente em relação às melhorias de vias de acesso ao empreendimento. O empreendimento ocupará área de 20 milhões de metros quadrados e demandará investimentos da ordem de R$ 5 bilhões, com a construção prevista para o segundo semestre de 2016.
         O Porto Central tem como sócios o Porto de Roterdã, que será o gestor e operador do projeto, o governo do Espírito Santo e um grupo de investidores da TPK Logística. O Porto Central, que será construído em Presidente Kennedy, seguirá o modelo do Porto de Roterdã (Holanda) de porto-indústria. O terminal irá operar diversos tipos de cargas como: granéis líquidos (petróleo e derivados e produtos químicos), granéis sólidos (minério de ferro, carvão, ferro gusa), além de soja, milho, trigo e outros produtos agrícolas, fertilizantes e veículos.          O terminal também vai movimentar contêineres. Para tanto, estão previstos 30 berços no terminal. A profundidade vai variar de 10 a 25 metros, o que vai permitir que o porto receba navios de grande porte.
O projeto prevê quatro etapas. O investimento previsto para a primeira é de R$ 1,5 bilhão. Para as outras fases, será de cerca de R$ 5 bilhões. A expectativa é de que as obras tenham início no segundo semestre de 2016. A operação do porto vai começar a partir de 2018.

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