O volume de investimentos em todos os Estados brasileiros e no Distrito
Federal apresentou queda de 46% no primeiro semestre de 2015, caindo de
R$ 11,3 bilhões para R$ 6,2 bilhões, comparado com o mesmo período de
2014. A escassez de verba e a falta de planejamento são alguns dos
fatores que atrapalham os empreendimentos de construção, causando
atrasos e indefinições na entrega e gerando custos extras.
Na opinião de Luciano D’Agostini, pós- doutorando em economia pela UFRJ
(Universidade Federal do Rio de Janeiro), alguns pontos são destaques
nesses fatores que inibem maiores investimentos. “O primeiro ponto
sempre é a mão de obra, o segundo é o repasse para com as empresas, e o
terceiro é a parte de material, que também por vezes gera atrasos. Ou
seja, o cumprimento do prazo é devido a vários fatores como esses já
citados acima. Ainda existe um repasse contratual, uma remissão de
contrato que também demora. Então também podemos colocar a parte
burocrática desse processo como fator determinante”, relatou.
Segundo o economista, o governo federal está trabalhando em um
ajuste fiscal, cortando investimentos em várias áreas, e a área de
infraestrutura foi uma delas. “No lado do governo estadual e municipal
não foi diferente, eles têm que tentar buscar um formato de maneira que
se cumpra a lei de responsabilidade fiscal. E como esse negócio é do
tipo discricionário – que não depende do congresso e do senado – o
ministro da fazenda e o ministério do planejamento do governo federal
teve condições de cortar esses investimentos”.
D’Agostini ressaltou ainda que quando a taxa de investimento diminui,
tecnicamente o PIB dessas economias, do Brasil e desses Estados como um
todo também terão como resultado quedas no próximo ano. “E também atrasa
um pouco a razão custo- benefício do País tanto no comércio nacional
quanto internacional, uma vez que estamos aí em um processo de altas
taxas de juros, aumento do desemprego, desaceleração do PIB, e um
fechamento, ou seja, um grau de abertura comercial do Brasil em queda”,
disse, acrescentando ainda que essa queda vai se manter no ano que vem.
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