segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Caminhoneiros autônomos ameaçam paralisar a circulação de veículos nas principais rodovias do país

         Caminhoneiros autônomos insatisfeitos com o governo federal ameaçam paralisar a circulação de caminhões nas principais rodovias do país a partir desta segunda-feira (09). No Rio Grande do Sul, integrantes do movimento de mobilização convocado pelo Comando Nacional do Transporte informam que haverá pelo menos dez pontos de interrupção do trânsito.
         Como a organização é alheia aos sindicatos da categoria e ocorre via internet, é difícil, por enquanto, calcular o tamanho da adesão. Um dos líderes do movimento, Ivar Schimdt, de Mossoró (CE), postou vídeo pedindo que os motoristas mostrem sua indignação com o que está acontecendo no Brasil e apoiem a causa para a renúncia da presidente Dilma Rousseff, considerada a principal culpada da situação.
        Neste domingo, caminhoneiros começaram mobilização em Santa Rosa, Vacaria e Soledade. Em fevereiro, uma greve dos caminhoneiros atingiu mais de dez estados e chegou a ameaçar o país de desabastecimento.
         Segundo Fábio Luís Roque, caminhoneiro de Santa Rosa, na fronteira oeste do Estado, e que integra o Comando Nacional, a expectativa é de que o tráfego de veículos pesados seja reduzido. "A maioria dos caminhões está parada em casa, nos postos de combustíveis ou nos pátios das transportadoras. Não vai ter tumulto. O fluxo nas estradas será quase zero", previu ele.
         Em Soledade, o caminhoneiro Volnei Cardoso, também integrante da ação, afirmou que neste domingo pelo menos 50 motoristas darão início à paralisação a partir das 8h da manhã desta segunda-feira, nos dois trevos de acesso à cidade do centro gaúcho, junto à BR-386. "Pretendemos parar totalmente o trânsito de caminhões. Só vamos deixar passar quem tiver cargas perecíveis ou que estiverem carregando animais e itens hospitalares. Desde a última greve, tudo piorou, Nada do que foi prometido pelo Governo foi totalmente cumprido", acusou.
         A pauta de reivindicações inclui o tabelamento dos preços do frete, a redução do valor do diesel e a melhoria das condições das estradas. A greve será por tempo indeterminado em todo o país. 

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