segunda-feira, 15 de junho de 2015

Arábia Saudita deve liberar compras de carne bovina in natura do Brasil

        O Brasil tem chances de destravar as exportações de carne bovina in natura para a Arábia Saudita. Representantes do reino árabe fizeram uma série de visitas e vistorias em plantas frigoríficas nos últimos dias que podem dar fim a suspensão que teve início em dezembro de 2012. Também está em pauta uma expansão das vendas de frango para o país.

       O grupo de sauditas esteve reunido na sexta-feira (12) com o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, em Brasília. No encontro, eles apresentaram considerações sobre as fábricas e plantas de bovinos e aves avaliadas e fizeram recomendações.

        Os sauditas estão em fase final de avaliação para retomar as importações de carne bovina in natura do Brasil. Na última semana, eles visitaram frigoríficos no Pará, Mato Grosso e Pernambuco, passando por duas fazendas, um laboratório e seis frigoríficos. Com o objetivo de expandir as compras de carne e outras partes de aves, os sauditas visitaram seis unidades produtoras, um laboratório e uma granja.

       A reabertura da Arábia Saudita é considerada um passo importante para o crescimento do comércio de carnes in natura, daria quase que um selo de credibilidade que diminuiria resistências frente a outros mercados árabes. Segundo especialistas, essa abertura tem potencial para ajudar a destravar negociações com países do Golfo Pérsico, como Kuwait, Bharein, Omã, Emirados Árabes Unidos e Catar.

       No ano passado, a exportação total do Brasil para a Arábia Saudita, incluindo outros produtos além de alimentos, somou US$ 2,542 bilhões e 5,332 bilhões de quilos. Desse total, US$ 1,217 bilhão foi em carnes, pedaços e miudezas de aves.

Em 2012, a Arábia Saudita, assim como o Egito, suspendeu a importação de carne bovina in natura em decorrência de um caso de doença da vaca louca que havia sido registrado no Paraná dois anos antes. As vendas da proteína para o reino saudita, naquele ano, haviam somado US$ 200 milhões. No mesmo período, China, Japão e África do Sul também levantaram barreira semelhante para o produto brasileiro.

Esse diálogo com os árabes faz parte do esforço que o Ministério da Agricultura deu início depois da posse de Kátia Abreu na pasta. Recentemente foi negociado a reabertura de oito plantas frigoríficas de bovinos para venda de carne para os chineses. Nos próximos meses, a ministra deve realizar uma missão à China e à Rússia para tentar fechar novos acordos de abertura comercial.

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