O superintendente do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento) no Rio Grande do Sul, Francisco Signor, foi afastado do
cargo nesta terça-feira após a Polícia Federal deflagrar uma operação
que desvendou um esquema criminoso na pasta que favorecia empresas do
setor agropecuário, especialmente do setor leiteiro.
O delegado responsável pelo
caso, Aldronei Rodrigues, disse que o superintendente teve "participação ativa"
nas irregularidades, fazendo a intermediação com as companhias
beneficiadas. Um servidor, uma ex-servidora e seu marido também são
investigados por participação no esquema de adulteração do leite e outras ilicitudes.
A PF informou que o grupo agia em benefício de
empresas por meio de atos como a redução dos valores de multas e a
postergação de processos de autos de infração. Outra prática
identificada envolvia pagamentos de propina aos funcionários do
Ministério através de uma prestadora de serviços que realizava eventos
para a superintendência regional.
Segundo a PF, que contou com o
apoio do Ministério Público Federal e da Corregedoria Geral da União, o
esquema ocorria pelo menos desde novembro de 2013. Signor tem negócios
no setor agropecuário e já foi presidente do Instituto Rio-Grandense de
Arroz (Irga). Ele está no comando do escritório regional do Ministério
há 12 anos, por indicação política.

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