A Petrobras já contratou e deverá começar em novembro a
operação portuária no Porto do Açu (RJ), idealizado pelo ex-bilionário Eike
Batista e hoje controlado por um fundo americano. O terminal atualmente
é administrado pela Prumo Logística (ex-LLX) e a estatal usará
uma área operada pela empresa Edson Chouest Offshore. O contrato,
estimado em R$ 3 bilhões, foi formalizado em abril, após a estatal
derrubar uma decisão liminar da Justiça, em novembro, que suspendia a
licitação.
O contrato prevê a utilização de seis braços de atracação, utilizados de forma simultânea para a retirada de cargas das embarcações de apoio à produção de óleo e gás na Bacia de Campos e do Espírito Santo, segundo a própria estatal. O contrato tem duração de 15 anos, com possibilidade de renovação.
"É um projeto já assinado com a Petrobras há dois ou três meses, mas que não divulgamos em função da questão judicial", informou o CEO da Prumo, Eduardo Parente (foto), responsável pela gestão do terminal do Açu, em São João da Barra, no norte fluminense. "A operação será iniciada no segundo semestre, com previsão para novembro", completou.
Em novembro, a licitação da Petrobras foi suspensa por decisão judicial. A prefeitura de Macaé, tradicional porto para operações logísticas da estatal, abriu processo contra a realização do certame, alegando que o processo havia sido direcionado para beneficiar o terminal do Açu.

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