O ministro da
Fazenda, Joaquim Levy, imbuído do esforço do governo de cortar despesas, enfrentou uma dura realidade na tarde desta
quarta-feira (13) ao chegar à Embaixada do Brasil em Londres
para uma entrevista coletiva. Um grupo de sete grevistas do Ministério
de Relações Exteriores protestava contra o atraso no depósito do auxílio
moradia. A ajuda mensal dada a cada funcionário brasileiro na capital do Reino Unido fica entre 2.000 libras e 2.500 libras esterlinas (R$ 9 mil e R$
12 mil).
Portando cartazes contra o atraso nos pagamentos, os manifestantes faziam um protesto silencioso em frente à Embaixada quando Levy desceu de um automóvel e caminhou alguns passos até ingressar no edifício no centro da capital britânica. Segundo Mario Chaves Ferreira, oficial de chancelaria em greve, o Itamaraty tem atraso até dois meses no pagamento do auxílio moradia, que cobre valor de entre 70% a 80% do salário dos servidores em Londres para pagar o aluguel. Ele disse que teve de fazer um empréstimo no banco equivalente a três meses de aluguel para cobrir a despesa.
A capital britânica tem, segundo pesquisas internacionais, um dos aluguéis mais caros do mundo. O oficial de chancelaria afirmou que o movimento grevista tem adesão de 16 dos 19 oficiais de chancelaria que estão a serviço da Embaixada em Londres. Grevistas teriam entregue uma lista de reivindicações ao ministro quando Levy deixava o edifício. O movimento começou na terça-feira (12) e, conforme os organizadores da greve, já afeta 70 representações diplomáticas brasileiras em todo o mundo. A greve tem adesão dos oficiais de chancelaria, funcionários que prestam atividades de análise técnica e gestão administrativa.

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