O vice-presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Wagner Bittencourt, afirmou que com investimentos em torno de R$ 597 milhões nos próximos quatros anos e crescimento previsto de 30% o setor de infraestrutura deverá apresentar uma sólida evolução e o carro chefe será a matriz logística. “O governo está fazendo uma grande discussão de quais são os
investimentos que temos que fazer e de que forma fazer. O
acréscimo de concessões foi um sucesso até agora, de impacto, foram
muito importantes para que os investimentos aconteçam, já que a qualidade do investimento privado tem uma facilidade e
uma simplificação muito maior em relação ao investimento público, e
consegue atender o usuário de uma forma mais rápida”, disse.
Mas, apesar de ser um item importante nos planos do governo federal para a
infraestrutura, a rodada de concessões foi adiada novamente, agora para
junho. O pacote deve contemplar pelo menos, dez trechos de rodovias. O
governo vinha trabalhando com quatro lotes cujos estudos estão em vias
de serem concluídos, mas a oferta pode ser bem maior. Considerado um dos modais mais problemáticos do programa original de
concessões, as ferrovias devem aparecer como uma “surpresa positiva”.
Sem muitos projetos novos em condições de irem a leilão, o governo
aposta na renovação dos contratos vigentes para “turbinar” o valor total
dos investimentos que serão anunciados.
O governo vem sinalizando há algum tempo a intenção de incentivar o
investimento privado na malha ferroviária existente, aporte que seria
“trocado” por uma extensão nos prazos das concessões. Ainda não há
definição sobre o critério que será adotado nos leilões das ferrovias. Apesar das versões divergentes de membros do governo acerca da inclusão
de um quarto aeroporto na próxima rodada de concessões, a tendência é
que somente Salvador, Florianópolis e Porto Alegre sejam anunciados em
junho. Nos portos, o recente sinal verde do TCU (Tribunal de Contas da
União) permitiu que o governo anunciasse as concessões dos arrendamentos
de 29 áreas nos portos de Santos e do Pará. O governo também quer
conceder à iniciativa privada os serviços de dragagem nos portos de
Santos, Paranaguá e Rio Grande, mas esses contratos ainda não estão
prontos para serem oferecidos e possivelmente não estarão no início de
junho, quando deve ser feito o anúncio.
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