O superintende de Portos e Hidrovias do Rio Grande do Sul, Luiz Alcides Capoani, disse que é preciso a realização de um novo marco regulatório para que haja possibilidade de avançar as negociações com a iniciativa privada para o uso do modal no estado. A afirmação foi feita durante o seminário Desenvolvimento Regional com Hidrovias, promovido nesta quarta-feira, em Porto Alegre, pela Famurs (Federação das Associações de Municípios do estado) e a ABTP (Associação dos Terminais Portuários).
A maioria dos especialistas presentes defendeu mudanças, principalmente em relação à burocracia, que dificulta o crescimento do transporte aquaviário que ajudaria a impulsionar a economia gaúcha. "Há interesse de parcerias, uma vez que o governo não tem dinheiro para fazer investimentos. Só que para isso é preciso haver normas que não existem", explicou Capoani. Citou o caso da dragagem do rio Gravataí, com 95% concluída. "Uma draga estragou e os 5% aguardam a finalização", lamentou.
O presidente da ABTP destacou que a iniciativa privada poderia fazer o mesmo serviço em bem menos tempo. Afirmou que o potencial hidroviário do estado é gigante, apesar da redução de sua utilização. "Em 50 anos, houve uma redução de 1,2 mil quilômetros de rotas navegáveis para menos de 700 quilômetros", revelou. Segundo Manteli, 50 cidades têm condições de explorar ou ampliar o uso de hidrovias no Rio Grande do Sul e deu o exemplo de Rio Pardo, que se beneficiaria com as operações hidroviárias.
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