A presidente Dilma Rousseff determinou o adiamento para o
início de junho do anúncio da nova rodada de concessões de
infraestrutura, que estava previsto para essa quinta-feira e
deve contemplar pelo menos dez trechos de rodovias, número bem maior do
que o governo vinha sinalizando. A medida foi tomada porque o governo entendeu que não há tempo hábil para apresentar um conjunto consistente de obras.
A renovação antecipada dos contratos
das ferrovias, por exemplo, está em estudo e poderá compor o anúncio, que também vai
confirmar a escolha da operadora alemã Fraport como sócia minoritária da
Infraero Serviços. Depois de debate interno sobre o formato do
anúncio, prevaleceu a opção de oferecer um cardápio de mais impacto. A necessidade de ajustes em projetos e no modelo de
financiamento igualmente pesaram na decisão.
Considerado um dos modais mais problemáticos do
programa original de concessões, as ferrovias devem aparecer como uma
"surpresa positiva", garantiu uma fonte que trabalha diretamente na
elaboração do pacote. Sem muitos projetos novos em condições de irem a
leilão, o governo aposta na renovação dos contratos vigentes para
"turbinar" o valor total dos investimentos que serão anunciados.
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