O governo elegeu como uma das prioridades da política externa a
negociação de acordos bilaterais. Em uma mudança de posição em relação à
política adotada nos últimos anos, o entendimento do ministro do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto, é
o de que o fato de o Brasil integrar o Mercosul não pode excluir o país
de acordos com outras partes do mundo.
Podem ser firmados entendimentos com países como Estados Unidos, México, Colômbia, Peru e Chile. As negociações incluem antecipar reduções já previstas de tarifas e harmonizar normas e padronizações. Em audiência na Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados, Monteiro defendeu a integração do Brasil à rede de acordos internacionais.
"É possível preservar o Mercosul e encontrar um grau de liberdade para Brasil se inserir a fluxos de comércios em outras partes do mundo", completou. O ministro defendeu ainda urgência na aprovação de um acordo entre o bloco sul-americano e a União Europeia, que vem sendo negociado. Ressaltou que o Brasil tem mais pressa no acordo do que outros países do Mercosul, e que podem ser criadas alternativas para permitir que cada país do bloco possa aderir em prazo diferente.
"Se a Argentina tiver um tempo diferente, temos de encontrar mecanismos para fazer esse processo garantindo tempos distintos para que os países possam se integrar no seu próprio tempo", afirmou. A decisão de priorizar a negociação de acordos bilaterais de comércio foi tomada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) em reunião para traçar as estratégias para a área. A posição do governo brasileiro é ser "mais pragmático" na política comercial.
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