segunda-feira, 11 de maio de 2015

Cidade fluminense de Três Rios pode virar polo da indústria ferroviária nacional

      A história da cidade de Três Rios (RJ) desde seu povoamento ao início do crescimento econômico sempre passou pelo setor ferroviário. Após a queda do segmento entre as décadas de 1980 e 1990, a chegada do século 21 representou a retomada desta vocação. Empresas como Pifer e T’Trans acreditaram que seria possível utilizar a mão de obra local que estava desperdiçada e a posição geográfica privilegiada do município para transformar mais uma vez o cenário.

      As indústrias instaladas em Três Rios já conseguem atender montadoras de trens e metrôs com máscaras frontais, peças para interiores (painéis, assentos, pega-mãos e luminárias), freios, engates, pantógrafos, engrenagens motoras, compressoras industriais e reforma. O número de itens oferecidos ficou ainda maior com a chegada da Yujin, empresa coreana já em funcionamento no território do município, com alta capacidade tecnológica.

      O presidente do Grupo Pifer, Otávio Henrique Ilha Campos, revelou que novas indústrias podem chegar, como a Sepsa e a Pintsch Bamag. “Com elas, teríamos um completo polo ferroviário, passando a atender montadoras com sistemas de comunicação, sistemas CCTV, controle de iluminação, sistema de porta, conversores estáticos e sistemas de embarque”, afirmou o empresário.

      Mas, ao mesmo tempo em que aponta essa oportunidade, Otávio advertiu que sua empresa e as demais podem, também, a qualquer momento, deixar o município. “Hoje, assim como nos últimos anos, meus clientes estão em São Paulo e fora do país. Não há mercado no Rio de Janeiro, não há incentivo para compras de trens e metrôs produzidos no Brasil, com peças fabricadas aqui. O Governo estadual só compra trens chineses, há uma desigualdade enorme na concorrência entre empresas nacionais e internacionais”, esclareceu.

     

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