A história da cidade de Três Rios (RJ) desde seu povoamento ao início do crescimento
econômico sempre passou pelo setor ferroviário. Após a queda do segmento entre as
décadas de 1980 e 1990, a chegada do século 21 representou a retomada desta
vocação. Empresas como Pifer e T’Trans acreditaram que seria possível utilizar a
mão de obra local que estava desperdiçada e a posição geográfica privilegiada do
município para transformar mais uma vez o cenário.
As indústrias
instaladas em Três Rios já conseguem atender montadoras de trens e metrôs com
máscaras frontais, peças para interiores (painéis, assentos, pega-mãos e
luminárias), freios, engates, pantógrafos, engrenagens motoras, compressoras
industriais e reforma. O número de itens oferecidos ficou ainda maior com a
chegada da Yujin, empresa coreana já em funcionamento no território do
município, com alta capacidade tecnológica.
O presidente do Grupo Pifer, Otávio
Henrique Ilha Campos, revelou que novas indústrias podem chegar,
como a Sepsa e a Pintsch Bamag. “Com elas, teríamos um completo polo ferroviário,
passando a atender montadoras com sistemas de comunicação, sistemas CCTV,
controle de iluminação, sistema de porta, conversores estáticos e sistemas de
embarque”, afirmou o empresário.
Mas, ao mesmo tempo em que aponta essa oportunidade,
Otávio advertiu que sua empresa e as demais podem, também, a qualquer momento,
deixar o município. “Hoje, assim como nos últimos anos, meus clientes estão em São Paulo
e fora do país. Não há mercado no Rio de Janeiro, não há incentivo
para compras de trens e metrôs produzidos no Brasil, com peças fabricadas aqui.
O Governo estadual só compra trens chineses, há uma desigualdade enorme na
concorrência entre empresas nacionais e internacionais”, esclareceu.

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