segunda-feira, 11 de maio de 2015

Alemanha recebe insólita recomendação do FMI para que invista mais em sua infraestrutura

      O governo alemão recebeu uma recomendação que soa surpreendente aos ouvidos de todo o mundo, acostumados à tradicional qualidade dos serviços, a eficiência e a competência germânicas. O Fundo Monetário Internacional (FMI) pediu que o país invista mais em sua infraestrutura nacional para impulsionar as perspectivas de crescimento e reduzir seu inflado superávit em conta corrente.

      Segundo o organismo, os atuais planos do governo alemão para gastos com infraestrutura, como transporte público e eficiência energética, "não atendem totalmente as necessidades existentes e um esforço maior é justificável". O FMI argumentou, nas conclusões preliminares de seu chamado Artigo IV, que avalia a saúde da economia de cada país e tenta prevenir futuros problemas financeiros.

      Mesmo tendo elogiado os recentes aumentos salariais na Alemanha, o órgão observou que o grande superávit em conta corrente do país é uma preocupação, em virtude da fraca demanda nas maiores economias. Alguns críticos corroboraram a posição do FMI, apontando que o grande superávit comercial e o baixo consumo no país mais rico da União Europeia têm um impacto desestabilizador sobre outras nações da zona do euro e sobre o restante da economia global.

      A Alemanha também precisa abrir seu setor de serviços para mais concorrência e encorajar as mulheres a ter emprego de período integral para solucionar a questão do envelhecimento e redução da força de trabalho local, acrescentou a nota divulgada pelo organismo internacional. Imagem noturna de uma auto-bahn na região de Frankfurt, igual a dezenas de outras que cortam a Alemanha, país que, segundo o FMI, precisa investir "mais" em infraestrutura.

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