O governo alemão recebeu uma recomendação que soa surpreendente aos ouvidos de todo o mundo, acostumados à tradicional qualidade dos serviços, a eficiência e a competência germânicas. O Fundo Monetário Internacional (FMI) pediu que o país
invista mais em sua infraestrutura nacional para impulsionar as
perspectivas de crescimento e reduzir seu inflado superávit em conta
corrente.
Segundo o organismo, os atuais planos do governo alemão para gastos com
infraestrutura, como transporte público e eficiência energética, "não
atendem totalmente as necessidades existentes e um esforço maior é
justificável". O FMI argumentou, nas conclusões preliminares de seu chamado
Artigo IV, que avalia a saúde da economia de cada país e tenta prevenir
futuros problemas financeiros.
Mesmo tendo elogiado os
recentes aumentos salariais na Alemanha, o órgão observou que o grande
superávit em conta corrente do país é uma preocupação, em virtude da
fraca demanda nas maiores economias. Alguns críticos corroboraram a posição do FMI, apontando que o grande
superávit comercial e o baixo consumo no país mais rico da União Europeia têm um impacto
desestabilizador sobre outras nações da zona do euro e sobre o restante
da economia global.
A Alemanha também precisa abrir seu
setor de serviços para mais concorrência e encorajar as mulheres a ter
emprego de período integral para solucionar a questão do envelhecimento e
redução da força de trabalho local, acrescentou a nota divulgada pelo organismo internacional. Imagem noturna de uma auto-bahn na região de Frankfurt, igual a dezenas de outras que cortam a Alemanha, país que, segundo o FMI, precisa investir "mais" em infraestrutura.

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