A calma que vinha reinando no polo naval de Rio Grande (RS) depois do período mais crítico da Operação Lava-jato está com os dias contados. A reunião nesta quinta-feira entre representantes da Engevix e da Caixa Econômica Federal para tratar da liberação de uma parcela de R$ 63 milhões da instituição para a construtora não apresentou avanços. A empresa está em delicada situação financeira e chegou a ameaçar essa semana com a demissão de 7 mil funcionários do estaleiro da cidade, onde estão sendo produzidos cascos de plataformas para a Petrobras, caso a verba não fosse repassada.
A CEF não se manifesta sobre o assunto, mas na reunião, segundo fontes, teria mantido algumas exigências contratuais para a liberação dos recursos que entende não foram cumpridas. Mesmo com a negativa, a Engevix pagou ontem os salários de abril dos 4 mil empregados diretos. Já os indiretos não receberam. O vice-presidente do Sindicatos dos Metalúrgicos de Rio Grande, Sadi Machado, adianta que se os funcionários das terceirizadas não receberem será organizada uma manifestação na segunda-feira. Alguns fornecedores informam que também não viram a cor do dinheiro, por isso deixaram de prestar serviços à companhia.
A empreiteira, envolvida na Lava-jato, que investiga os escândalos na Petrobras, tenta evitar recorrer à recuperação judicial. Executivos da empresa revelam, extraoficialmente, que a Engevix teria um acordo com bancos chineses para obter empréstimo, mas o repasse estaria condicionado à liberação de verba também por instituições brasileiras. Forçada pela crise, a empresa já vendeu ativos como a Desenvix, braço de energia e a participação que tinha nos aeroportos de Brasília (DF) e São Gonçalo do Amarante (RN). (Fonte: Zero Hora)

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