Os governos do Brasil e da Argentina deverão renovar o acordo automotivo que
vence no dia 30 de junho. Depois de reunião entre ministros e
chanceleres dos dois países, nesta sexta-feira (8) o ministro
do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro
Neto, disse que houve uma convergência em relação ao acordo automotivo,
que deverá ser renovado com as mesmas regras atuais e por prazo superior
a um ano.
"Há sim uma
convergência em relação à prorrogação do nosso acordo automotivo, que é
um acordo extremamente equilibrado. Ao que tudo indica, será renovado
nos mesmos termos", revelou o ministro. Segundo Monteiro
Neto, a questão do conteúdo local não deverá ser discutida neste
momento. Pelos termos acordados, 60% dos componentes dos veículos têm
que ser produzidos dentro do Mercosul para que o automóvel possa ser
exportado a países do bloco sem o pagamento de tarifa de exportação.
A
Argentina, contudo, tem dificuldades de cumprir a regra e defende a
flexibilização do limite. "Há uma questão relacionada à revisão das
regras de origem, mas isso não se coloca agora. Até porque o Brasil tem o
regime do Inovar-Auto até o final de 2017", explicou o ministro, citando o regime
que também prevê regras de conteúdo local para as indústrias dentro do
Brasil.

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