Ao transitar pelo estreito de Ormuz na semana passada, no esquema de
separação de tráfego internacional, a embarcação Maersk Tigris foi
apreendida por barcos de patrulha iranianos. A apreensão tem sido
relacionada a uma disputa de carga que vem acontecendo desde 2005. Mas, de acordo com a Maersk Line, a companhia não recebeu nenhuma
confirmação por escrito ou formal que a apreensão e o caso de carga
estão conectados. Em comunicado, a Rickmers informou que a tripulação do
Maersk Tigre permanece segura e que a apreensão é injustificada “e
insistimos que a tripulação e o navio devem ser liberados o mais rápido
possível”.
As companhias informaram ainda que a embarcação é afretada com
tripulação da Rickmers Shipmanagement, não sendo pertencente a Maersk
Line e nem de propriedade da empresa. “O Maersk Tigre e sua tripulação
não são, portanto, de forma alguma parte do caso de disputa de carga,
que, alegadamente, de acordo com as autoridades iranianas é a razão por
trás da apreensão da embarcação”, disse o comunicado. O fundo Private
Equity, com sede nos EUA é o dono do Maersk Tigris, em um contrato de
longo prazo com a Maersk. A Rickmers é a gerenciadora do navio.
No último domingo, 03/05, um representante da Maersk Line se reuniu
novamente com os Portos e Organização Marítima (PMO, sigla em Inglês) no
Irã, e o embaixador dinamarquês para o Irã se reuniu com o Ministério
dos Negócios Estrangeiros iraniano. Ontem, 04/05, o embaixador
dinamarquês se encontrou com o PMO. As companhias informaram ainda que
estão aguardando as notificações escritas (acórdão do Tribunal, a ordem
de detenção ou similar) relativos à apreensão do Maersk Tigris ou
relativo ao caso de disputa de carga. “Vamos continuar a fazer tudo o
que pudermos para resolver esta questão. A nossa principal preocupação
continua sendo a segurança da tripulação e da libertação segura do
navio”, finalizaram.
Nenhum comentário:
Postar um comentário