quarta-feira, 6 de maio de 2015

Empresas negam que apreensão do Maersk Tigris em Ormuz esteja relacionada à disputa de carga

      Ao transitar pelo estreito de Ormuz na semana passada, no esquema de separação de tráfego internacional, a embarcação Maersk Tigris foi apreendida por barcos de patrulha iranianos. A apreensão tem sido relacionada a uma disputa de carga que vem acontecendo desde 2005. Mas, de acordo com a Maersk Line, a companhia não recebeu nenhuma confirmação por escrito ou formal que a apreensão e o caso de carga estão conectados. Em comunicado, a Rickmers informou que a tripulação do Maersk Tigre permanece segura e que a apreensão é injustificada “e insistimos que a tripulação e o navio devem ser liberados o mais rápido possível”.

      As companhias informaram ainda que a embarcação é afretada com tripulação da Rickmers Shipmanagement, não sendo pertencente a Maersk Line e nem de propriedade da empresa. “O Maersk Tigre e sua tripulação não são, portanto, de forma alguma parte do caso de disputa de carga, que, alegadamente, de acordo com as autoridades iranianas é a razão por trás da apreensão da embarcação”, disse o comunicado. O fundo Private Equity, com sede nos EUA é o dono do Maersk Tigris, em um contrato de longo prazo com a Maersk. A Rickmers é a gerenciadora do navio.

       No último domingo, 03/05, um representante da Maersk Line se reuniu novamente com os Portos e Organização Marítima (PMO, sigla em Inglês) no Irã, e o embaixador dinamarquês para o Irã se reuniu com o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano. Ontem, 04/05, o embaixador dinamarquês se encontrou com o PMO. As companhias informaram ainda que estão aguardando as notificações escritas (acórdão do Tribunal, a ordem de detenção ou similar) relativos à apreensão do Maersk Tigris ou relativo ao caso de disputa de carga. “Vamos continuar a fazer tudo o que pudermos para resolver esta questão. A nossa principal preocupação continua sendo a segurança da tripulação e da libertação segura do navio”, finalizaram.

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