quarta-feira, 13 de maio de 2015
Sinaval garante que estaleiros cumpriram programa de construção aprovado pela Sete Brasil
O presidente do Sinaval (Sindicato da Indústria Naval), Ariovaldo Rocha, afirmou que os estaleiros cumpriram o programa de construção aprovado pela Sete Brasil e por empresas contratadas para acompanhar a produção. “Os estaleiros e fornecedores não podem ser punidos com prejuízos do contratado”, advertiu Rocha. “Os acionistas da Sete Brasil são solidários nessas decisões. Não é compreensível que o contrato com a Petrobras para os serviços de perfuração das sondas, num bom preço, não viabilize o projeto de construção com parceiros internacionais”, observou.
As demonstrações financeiras da Sete Brasil, em 2014, apresentaram uma empresa sem liquidez, com passivo circulante de R$ 15 bilhões 583 milhões, incluindo empréstimos de curto prazo não pagos de R$ 644 milhões e dívidas com estaleiros no valor de R$ 2 bilhões 479 milhões, em 31 dezembro de 2014. A continuidade operacional da Sete Brasil depende de obtenção de financiamentos com recursos do Fundo da Marinha Mercante, em negociação com o Banco do Brasil, Caixa e BNDES. Os contratos com estaleiros para a construção de sondas somam pagamentos no valor de US$ 6,9 bilhões, 31% do total contratado de US$ 22,2 bilhões.
O presidente da Sete Brasil, Luiz Eduardo Carneiro, salientou que as condições do BNDES são complexas e demoradas e a Sete Brasil precisa de solução rápida. O projeto foi concebido, em 2007 com 25% de investimentos dos acionistas e 75% com financiamentos de longo prazo. Esses recursos seriam fornecidos pelo Fundo da Matinha Mercante (FMM), gerido pelo Ministério dos Transportes, que já concedeu prioridade para a concessão do financiamento.
"O problema é que nenhum dos principais agentes repassadores dos recursos do FMM (BNDES, BB e Caixa) desejam correr o risco de realizar financiamento sem garantias adicionais dos acionistas da Sete Brasil", esclareceu o Sinaval em nota divulgada nesta terça-feira.
A Petrobras informa a intenção de honrar o contrato com a Sete Brasil. O presidente da Sete Brasil avalia que reduzir o projeto para 17 sondas não é uma solução, já que já existem contratos com futuras operadoras das sondas e os principais equipamentos já foram comprados.
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