quinta-feira, 14 de maio de 2015

Sete Abril tenta fechar pacote bilionário essa semana para poder sobreviver

      A Sete Brasil, contratada pela Petrobras para construir um pacote bilionário de sondas de perfuração, tenta fechar esta semana, com o apoio de acionistas e de credores, um intrincado quebra-cabeças. Amanhã, a Sete vai submeter aos acionistas, em assembleia geral extraordinária (AGE), um plano de reestruturação que busca definir de que forma a empresa vai renegociar a sua dívida, hoje na casa dos US$ 4,5 bilhões, e qual será o novo plano de negócios da companhia. Sem pagar a um grupo de cinco estaleiros desde novembro de 2014, aos quais deve US$ 1,2 bilhão, a Sete tem pressa em encontrar saídas para uma crise que se arrasta há meses sem solução.

      Endividada e sem dinheiro para desenvolver seu projeto, que previa a construção de 29 sondas, 28 das quais para a Petrobras, com investimentos totais de US$ 25,5 bilhões, o futuro da Sete Brasil virou uma incógnita, assim como o de vários dos estaleiros contratados. Ao mesmo tempo, o preço do petróleo, em recuperação, despencou nos últimos meses, criando dúvidas no mercado se, no atual cenário, a Petrobras poderia tentar renegociar com a Sete Brasil as taxas de afretamento (aluguel) das sondas. "Se a Petrobras quiser sustentar o plano de negócios dela tirando dos acionistas da Sete Brasil, vai quebrar a companhia", disse fonte do setor. Procurada, a Petrobras não se pronunciou.

      O presidente da Associação Brasileira das Empresas de Construção Naval e Offshore (Abenav), Sérgio Bacci, disse que qualquer tentativa de renegociação dos afretamentos precisa considerar a oferta de sondas no mercado. "Assim como a oferta de sondas no mercado aumenta com a queda nos preços [do petróleo], essa oferta diminui quando os preços voltam a subir." (Fonte: Portos & Navios)

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