O ex-diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa,
criticou a política de congelamento de preços de combustíveis da
empresa. A medida, segundo ele, foi a responsável por "arrebentar" com
a empresa e, perto dela, o esquema de propina da Lava Jato representa
"10%" da perda que a estatal teve com o controle de preços.
"O
maior problema da Petrobras, que continua arrebentando a empresa, são os
preços que o governo segurou. O governo congelou os preços e arrebentou
a empresa. É a defasagem do preço dos derivados. A Lava Jato, com
desvio de R$ 6 bilhões, é 10% do rombo da Petrobras", disse Costa. A
declaração do ex-diretor ocorreu durante depoimento na comissão
parlamentar de inquérito (CPI) da Petrobras, na Câmara dos Deputados.
Confrontado
por parlamentares, Costa voltou a se dizer arrependido por ter
participado do esquema de corrupção e se referiu a isso como "mácula" na
empresa e no país, mas disse que a Petrobras é a empresa mais devedora
do mundo por não ter feito caixa na venda de seus produtos, o que a
obrigou a pedir empréstimos no mercado.

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