terça-feira, 12 de maio de 2015

Ministro da Fazenda (do Governo Dilma) defende a concorrência, a abertura comercial e a menor participação do Estado na economia

      O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, voltou a marcar as diferenças entre sua visão sobre a economia e a política econômica do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff. Em discurso gravado e transmitido nesta terça-feira (12) enquanto começava um dia de agenda cheia em Londres, o ministro atacou o patrimonialismo, defendeu a concorrência, a abertura comercial e a menor participação do Estado na economia e sugeriu que o incentivo à emissão de títulos privados poderá ser a saída para financiar o novo pacote de concessões em infraestrutura que está para ser anunciado.

      “Velhos vícios, notadamente o patrimonialismo, inimigo da concorrência, nos cobram altos preços, em termos de ineficiência e do freio na realização de todo o potencial da nossa população” criticou Levy no vídeo, transmitido no segundo dia do 27º Fórum Nacional, seminário de debates promovido pelo ex-ministro do Planejamento João Paulo dos Reis Velloso, no Rio de Janeiro.

      Segundo Levy, a inclusão social das últimas décadas provocou transformações, mas ainda é preciso enfrentar os vícios históricos, em vez de tentar “contorná-los” com o que chamou de “plêiade de acomodações e programas cujo ônus acaba se tornando impossível de ser suportado pelo Orçamento público”, numa referência a subsídios do governo.

      O ministro criticou a interferência do governo como um todo na economia ao tratar da estratégia da política econômica para depois do ajuste. A nova estratégia “se baseia na avaliação de que o principal papel do governo é criar o ambiente, o palco, para a sociedade e o setor privado desempenharem seu papel”. Levy comparou a condução da economia com uma ópera: “Não cabe ao governo escrever o libreto ou escolher o tenor, mas ele deve garantir a iluminação e que o teatro abra no horário certo”.

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