O patrimônio histórico de Manaus vem sofrendo perdas em meio a impasses, disputas judiciais e obras interrompidas. Essa situação se arrasta desde que o complexo da capital amazonense foi privatizado
e teve a administração entregue à família do ex-senador Carlos
Alberto De'Carli, em 2001, durante a gestão do ex-governador Amazonino
Mendes.
As propostas
de revitalização e promessas de recuperação do patrimônio surgem, mas
nunca se concretizam. A justificativa para os planos nunca realizados é
sempre a mesma: o imbróglio judicial. É que, depois que o porto foi
privatizado em benefício dos De’Carli, em 2001, iniciou-se uma longa
disputa judicial contra o Estado, que se estendeu até 2010, quando o
Governo do Amazonas perdeu a “briga”.
Em 2011, a União passou a requerer
a área e recebeu, na Justiça, a administração, que ficou a cargo da
Companhia Docas do Maranhão (Codomar). Esta semana, no entanto, a
Justiça decidiu, novamente, entregar o Porto de Manaus à família
De’Carli. Enquanto a indefinição persiste na Justiça, patrimônios
como o Museu do Porto, de 1903, uma das construções mais antigas da cidade e
desativado desde 2000, seguem abandonadas, à espera de revitalização.

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