quinta-feira, 7 de maio de 2015

Disputa judicial sobre posse do porto prejudica obras de revitalização do patrimônio histórico de Manaus

      O patrimônio histórico de Manaus vem sofrendo perdas em meio a impasses, disputas judiciais e obras interrompidas. Essa situação se arrasta desde que o complexo da capital amazonense foi privatizado e teve a administração entregue à família do ex-senador Carlos Alberto De'Carli, em 2001, durante a gestão do ex-governador Amazonino Mendes.

       As propostas de revitalização e promessas de recuperação do patrimônio surgem, mas nunca se concretizam. A justificativa para os planos nunca realizados é sempre a mesma: o imbróglio judicial. É que, depois que o porto foi privatizado em benefício dos De’Carli, em 2001, iniciou-se uma longa disputa judicial contra o Estado, que se estendeu até 2010, quando o Governo do Amazonas perdeu a “briga”. 


      Em 2011, a União passou a requerer a área e recebeu, na Justiça, a administração, que ficou a cargo da Companhia Docas do Maranhão (Codomar). Esta semana, no entanto, a Justiça decidiu, novamente, entregar o Porto de Manaus à família De’Carli. Enquanto a indefinição persiste na Justiça, patrimônios como o Museu do Porto, de 1903, uma das construções mais antigas da cidade e desativado desde 2000, seguem abandonadas, à espera de revitalização.


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