O contingenciamento do plano de aviação regional não deve ter
impacto significativo para a Gol Linhas Aéreas, afirmou o diretor-presidente da
companhia, Paulo Kakinoff. Ele lembrou que a sinalização do governo tem
sido a de que haverá a priorização de aeroportos, com foco naqueles que
apresentam potencial de demanda maior.
O executivo comentou
que a própria Gol apresentou ao governo uma lista de 30 aeroportos
regionais, dos 270 previstos no plano, que exigiriam investimentos
relativamente baixos, para algumas poucas melhorias pontuais, para
estarem disponíveis para a aviação comercial. "Esse valor representa uma
fração do valor que havia sido considerado anteriormente para a aviação
regional", argumentou.
Na semana passada, o ministro da
Secretaria de Aviação Civil (SAC), Eliseu Padilha, admitiu que o Fundo
Nacional de Aviação Civil (Fnac), criado para financiar, entre outros
projetos, a expansão da aviação regional no país, poderá ser usado pelo
governo para atingir as metas do ajuste fiscal. Padilha disse que o
fundo, de acordo com as regras, não pode ser usado para bancar outros
empreendimentos que não sejam aqueles vinculados à aviação.
O ministro ressalvou que os recursos do Fnac são integralmente depositados no caixa único da
União. E, estando no Tesouro, basta ao governo reter a
sua liberação. Previsto para arrecadar R$ 4,2 bilhões só
neste ano, a partir de cobranças de taxas aeroportuárias e das
concessões de aeroportos, o Fnac é o meio de o governo viabilizar o
prometido programa de aviação regional, que prevê a construção ou
reforma de 270 aeroportos no Brasil.

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