quarta-feira, 13 de maio de 2015

Contingenciamento do plano de aviação regional não terá impacto para a Gol

       O contingenciamento do plano de aviação regional não deve ter impacto significativo para a Gol Linhas Aéreas, afirmou o diretor-presidente da companhia, Paulo Kakinoff. Ele lembrou que a sinalização do governo tem sido a de que haverá a priorização de aeroportos, com foco naqueles que apresentam potencial de demanda maior.

      O executivo comentou que a própria Gol apresentou ao governo uma lista de 30 aeroportos regionais, dos 270 previstos no plano, que exigiriam investimentos relativamente baixos, para algumas poucas melhorias pontuais, para estarem disponíveis para a aviação comercial. "Esse valor representa uma fração do valor que havia sido considerado anteriormente para a aviação regional", argumentou.

      Na semana passada, o ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Eliseu Padilha, admitiu que o Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), criado para financiar, entre outros projetos, a expansão da aviação regional no país, poderá ser usado pelo governo para atingir as metas do ajuste fiscal. Padilha disse que o fundo, de acordo com as regras, não pode ser usado para bancar outros empreendimentos que não sejam aqueles vinculados à aviação.

        O ministro ressalvou que os recursos do Fnac são integralmente depositados no caixa único da União. E, estando no Tesouro, basta ao governo reter a sua liberação. Previsto para arrecadar R$ 4,2 bilhões só neste ano, a partir de cobranças de taxas aeroportuárias e das concessões de aeroportos, o Fnac é o meio de o governo viabilizar o prometido programa de aviação regional, que prevê a construção ou reforma de 270 aeroportos no Brasil.

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