A CDRJ (Companhia Docas do Rio de Janeiro) está imprimindo um ritmo acelerado no processo de modernização dos portos
públicos do Rio de Janeiro, Itaguaí, Niterói e Angra dos Reis, com um conjunto de ações e investimentos do
poder público e da iniciativa privada. O presidente da
CDRJ, Helio Szmajser, explicou que a parceria entre poderes público e privado é
essencial para aumentar a competitividade dos complexos portuário
brasileiros.
No Porto do Rio de Janeiro, o dirigente citou entre os projetos
para 2015 e 2016 estão o reforço estrutural do Cais da Gamboa, para
viabilizar a profundidade de seus berços; a recuperação de vias, pátios,
armazéns e defensas ao longo do cais; e a modernização do sistema
integrado de segurança (SIS/ISPS-CODE).
Segundo Szmajser, merece destaque, ainda, a contratação por parte da
SEP (Secretaria de Portos) dos serviços de dragagem que devem melhorar
as condições de acesso marítimo ao porto, permitindo a chegada de navios
de até 345 metros. Ao todo, foram investidos R$ 210 milhões nesta
iniciativa que segue adiante, simultaneamente com os estudos de
viabilidade referentes a propostas de novos investimentos para o
Terminal de Passageiros operado pela Píer Mauá; para o Terminal de
Produtos Siderúrgicos, operado pela Triunfo Logística; e para
implantação de novas instalações do terminal de trigo.
Aos investimentos públicos, soma-se, também, os privados, alocados em obras de ampliação e
modernização dos terminais de contêineres operados pelo Grupo Libra e
pela MultiTerminais Logística Integrada, e do terminal de roll-on
roll-off da MultiTerminais, no Cais do Caju. Juntas, as empresas estão
investindo cerca de R$ 1 bilhão, o que proporcionou que o porto tenha
agora o maior cais contínuo de contêineres e veículos da América do Sul. O presidente da CDRJ disse que o conjunto representa um aumento de 63% na capacidade
dos terminais, que, até 2020, poderão movimentar dois milhões de Teus
por ano.

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