segunda-feira, 11 de maio de 2015

ABTP defende transferência à iniciativa privada da administração dos portos públicos hoje geridos pelas companhias docas

      A Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP) defendeu a transferência à iniciativa privada não apenas dos canais de navegação, mas da administração dos portos públicos, atualmente administrados pelas companhias docas ou por autarquias estaduais e municipais. O governo realiza hoje em São Paulo (SP) a segunda audiência pública para discutir a modelagem para a concessão da dragagem nos portos organizados, processo tocado pela Secretaria de Portos. Na oportunidade, a reivindicação será levantado pela ABTP.

      "Não adianta transferir os canais e manter as docas como estão, é fazer um 'puxadinho', começar a casa pelo teto. Precisamos enfrentar e resolver a questão das administrações nos portos", afirmou Wilen Manteli, presidente da ABTP. As companhias docas e a autarquias que administram portos públicos são responsáveis hoje pela dragagem dos portos, serviço contratado via licitação. E cobram dos usuários tarifas pela infraestrutura aquaviária.

      Sem ter arrecadação referente à dragagem, essas empresas serão ainda mais esvaziadas em suas funções, apesar de manterem uma estrutura robusta, criticou Manteli. Para a ABTP, em vez de criar um novo concessionário, ainda que privado, para gerir os canais de navegação, o governo deveria extinguir as companhias docas. Segundo o dirigente, elas não podem ser privatizadas como estão hoje porque não têm outorga de concessão da União. O ideal, argumentou, seria criar uma sociedade de propósito específico de controle privado com participação do governo, com poder de vetar matérias importantes.

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