A Associação Brasileira das
Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) manteve, em relatório de
oferta e demanda divulgado nesta segunda-feira, sua projeção para a receita em dólar
das exportações de soja e derivados (farelo e óleo) do país em 2015 no
mesmo patamar estimado em dezembro. Mas a valorização da moeda americana
desde então passou a representar um "alento" de quase R$ 10 bilhões às
tradings. E isso mesmo com a moeda americana já bem abaixo do pico deste
ano, alcançado em meados de março.
No novo levantamento, a
Abiove passou a prever a receita das exportações do "complexo soja"
neste ano em US$ 23,367 bilhões, 25,6% menos que em 2014 (US$ 31,408
bilhões). O valor é apenas US$ 102 mil superior ao estimado em dezembro e
divulgado em fevereiro, mas, como o dólar não é mais aquele - o Ptax
passou de uma média de R$ 2,6393, em dezembro, para R$ 3,0520 ontem, de
acordo com o Valor Data -, na moeda brasileira o salto na comparação
entre as projeções para 2015 é de R$ 61,405 bilhões para R$ 71,316
bilhões.
Já para a receita dos embarques de soja em grão, a Abiove
manteve, no relatório de ontem, sua projeção para 2015 em US$ 17,76
bilhões, 23,7% menos que em 2014. O volume tende a aumentar 5,1%, para
48 milhões de toneladas neste ano, mas o preço médio da tonelada
exportada deverá cair 27,3% nas contas da Abiove, para US$ 370. Em
abril, conforme a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a tonelada
foi para o exterior por US$ 386,90, em média.
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