O imigrante italiano José Massa, bisavô do piloto de fórmula
1, Felipe Massa, instalou em um pequeno galpão no bairro da Penha, em São
Paulo, em 1946, a Caio (Companhia Americana Industrial de Ônibus), iniciando
ali a história da fabricação de carrocerias de ônibus no Brasil. A indústria
cresceu expressivamente nestes 68 anos, forjando um dos segmentos mais avançados do país em tecnologia desenvolvida e aplicada,
que abocanhou 100% do mercado doméstico e conquistou clientes em diversos países.
As exportações já
chegaram a mais de 10 mil unidades anuais, no final da década passada, contudo, a
crise reduziu os embarques para 3.440 veículos no ano passado, devendo manter
este patamar em 2015. Os primeiros seis meses deste ano
registraram vendas externas de 1.537 ônibus, volume ligeiramente inferior aos
1.638 obtidos no primeiro semestre de 2014, conforme dados da Fabus (Associação
Nacional dos Fabricantes de Ônibus).
O presidente da entidade, José Antonio
Fernandes Martins, previu que haverá uma recuperação. “Mas isto deverá levar de
1,5 a 2 anos,” alertou. Otimista, disse que acredita inclusive na retomada dos
números que eram negociados “sete, oito anos atrás”. Os grupos Marcopolo/Ciferal, sediado em Caxias do Sul (RS) e Caio/Induscar, baseado em Botucatu (SP), lideram a produção e as exportações brasileiras de ônibus, colocando seus veículos nos mais diversos continentes.
Mas os demais fabricantes nacionais: Comil, de Erechim (RS), NeoBus San Marino, de Caxias do Sul (RS), Mascarello, de Cascavel (PR) e Busscar, de Joinville (SC), igualmente atuam nos mercados globais. Da mesma forma, a Irizar, da Espanha, única companhia estrangeira do setor produzindo no Brasil, em parceria com empresários locais, disputa clientes no exterior. (Leia na íntegra esta reportagem na edição de agosto da REVISTA MUNDO. Acesse pelo www.facebook/MundoComexRevista.

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