As taxas dos contratos futuros de juros avançaram em toda a
curva a termo, em especial entre os mais longos, diante da persistência
do risco trazido pela crise política. Investidores estrangeiros
continuaram o movimento de saída de ativos brasileiros, deixando os
fundamentos da economia de lado.
Ao término da negociação
regular na BM&FBovespa, o DI para outubro de 2015 marcava 14,250%,
de 14,244% no ajuste anterior. O DI para janeiro de 2016 apontava
14,48%, de 14,39% na véspera. O DI para janeiro de 2017 mostrava 14,31%,
de 14,20% no ajuste anterior. A taxa para janeiro de 2019 estava em
14,00%, de 13,85%. E o DI para janeiro de 2021 indicava 13,81%, de
13,69% ontem.
Ao comparar o nível das taxas, sobretudo de
longo prazo, de hoje com o verificado na última sexta-feira, é possível
ter uma dimensão dos efeitos da crise política sobre os negócios. O
vencimento para janeiro de 2017 estava em 13,43% no dia 31 de julho,
saltando 84 pontos-base desde então. A partir daí, o avanço é ainda mais
expressivo nos demais vencimentos. Numa tradução disso, o Credit
Default Swap (CBS) do Brasil - uma espécie de seguro contra a queda do
País - já está em 332 pontos, pior do que o de países com rating "junk".
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