quinta-feira, 16 de abril de 2015

Nissan do Brasil só demitirá se economia do país entrar em colapso

      O presidente da Nissan no Brasil, François Dossa, acredita que a montadora terá crescimento este ano no país, mesmo esperando uma retração de 4% no mercado. O executivo aposta em dobrar a produção na unidade de Resende (RJ), que completou um ano nesta quinta, dia 16. A estimativa dele é bem mais otimista que a da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), de recuo de até 13%.
       A partir desta avaliação, Dossa rechaça diminuir investimentos e avalia que só um "colapso" na economia levaria a demissões. "Tenho 99% de certeza que não demitiremos ninguém entre os 1.800 empregados. Temos metas para este ano e para chegar à capacidade total da fábrica, de 200 mil carros, nos próximos dois anos. O 1% (de incerteza) é o Brasil entrar em colapso, sair de uma venda anual de 3 milhões de veículos para menos de 1 milhão. E isso não vai acontecer", afirma o presidente da marca francesa no Brasil.
      Segundo o executivo, há um "excesso" de pessimismo com a economia brasileira. Embora o mercado de automóveis como um todo caminhe para uma diminuição neste ano, Dossa aposta no crescimento da fatia da Nissan. O otimismo é baseado na "robustez" da marca, na baixa taxa de motorização do País e na consolidação dos produtos nacionais, com incentivo aos fornecedores locais.
      "Está todo mundo no mesmo mercado. Quem já é grande não tem para onde crescer. Nós vamos ampliar em 30% nossa participação no mercado, chegando a 3% em 2015, com a ampliação da rede de concessionárias", explica Dossa. O executivo projeta saltar de 60% para 85% a cobertura do país com novas lojas. "Vamos saltar a produção de 30 mil para 68 mil veículos nesta unidade. Como demitiria com essa meta?", assegura.

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