quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Portos do Rio de Janeiro alcançam em maio melhor movimentação de cargas de 2022

A Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ), que administra os Portos do Rio de Janeiro, Itaguaí, Niterói e Angra dos Reis, registrou uma movimentação total de 5,64 milhões de toneladas de cargas em maio. Trata-se do melhor resultado mensal neste ano de 2022.

O desempenho global da companhia foi impactado positivamente pelo volume movimentado no Porto do Rio de Janeiro em maio, que representou uma alta de 11,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. Já no consolidado do ano - de janeiro a maio, a movimentação de cargas no Porto do Rio de Janeiro teve crescimento de 14,3% em relação ao mesmo período de 2021.

A Autoridade Portuária informou que a movimentação de carga conteinerizada no Porto do Rio de Janeiro subiu em todos os meses deste ano, com alta de 26,5% na comparação com 2021. Somente em maio, a tendência observada teve um acréscimo de 40,3%. O relatório indica ainda que, de janeiro a maio, foram movimentados 215.337 TEUs no Porto do Rio de Janeiro, volume 30% maior que o registrado no mesmo período de 2021.  

A Docas do Rio publica em seu site, mensalmente, um dashboard com dados atualizados de movimentação dos portos. Para acessar as informações detalhadas referentes ao desempenho dos portos de janeiro a maio deste ano, basta clicar neste link

 

Rotas Trans-Pacífico, Trans-Atlântico e Ásia-Norte da Europa e Mediterâneo cancelam 100 viagens

O rastreador semanal de viagens em branco da Drewry indica que nas principais rotas marítimas (Trans-Pacífico, Trans-Atlântico e Ásia-Norte da Europa e Mediterrâneo) foram anunciadas 100 viagens canceladas entre as semanas 31 e 35, de um total de 756 itinerários programados, que representa uma taxa de cancelamento de 13%. Durante este período, 68% dos cancelamentos serão feitos na rota Transpacífico leste.

Em cinco semanas, a 2M anunciou 30 cancelamentos, seguida pela THE Alliance e Ocean Alliance com 25 e 21, respectivamente.

Os altos níveis de estoque no Ocidente, principalmente na América do Norte, combinados com a inflação e o risco de novos bloqueios na China, reduziram a demanda por produtos chineses. Os remetentes e receptores de carga aparentemente estão esperando para ver como as coisas se desenvolvem nas próximas semanas antes de fazer novos pedidos.

Na Europa, os centros de contêineres que enfrentam alta densidade em seus pátios estão lutando para retirar unidades de suas docas, enquanto a escassez de mão de obra na Alemanha e no Reino Unido devido a greves nos portos e ferrovias, bem como o alto congestionamento portuário em Roterdã e Hamburgo, estão aumentando a pressão sobre um mercado já sobrecarregado.

Enquanto isso, o Drewry Global Port Performance Index subiu 1,4% mês a mês em maio de 2022, atingindo 143,4 pontos, o nível mais alto desde junho de 2021. Enquanto os volumes aumentaram mensalmente, a comparação ano a ano foi neutra em 0,1% ano a ano.

Apesar dos bloqueios da Covid até maio, a China foi o principal motor do crescimento do desempenho global, contribuindo com cerca de 70% do aumento mensal geral, compensando deficiências em outros lugares da Ásia e crescimento modesto em outras regiões. Dois dos três principais portos, Ningbo e Qingdao, tiveram crescimento anual de dois dígitos em maio de 2022. Após uma queda de 25% em abril de 2022, Xangai também começou a ganhar volumes em 22 de maio e testemunhou um crescimento mensal de 10% .

A América do Norte teve crescimento anual (1,4%) e mensal (2,5%) em maio de 2022. O Porto de Savannah movimentou volumes recordes e ultrapassou a marca de meio milhão de TEU pela primeira vez em maio de 2022, devido a um aumento nas importações e atrasos nos portos da Costa Oeste que levaram os destinatários da carga a desviarem suas importações para a Costa Leste.

 

terça-feira, 2 de agosto de 2022

Volskwagen lança caminhões Delivery no Panamá e fortalece presença na América Central


A Volkswagen Caminhões e Ônibus vem fortalecendo sua presença na América Central. E como parte da estratégia de internacionalização da marca, acaba de lançar a família Delivery em mais um país: o Panamá. Agora os clientes podem contar com a robustez sob medida dos caminhões leves da Volkswagen, que já são sucesso em outros quinze destinos nas Américas, além do Brasil.

O Grupo Tiesa representa a VWCO no Panamá há 25 anos, e já revende por lá os modelos da família Constellation e os chassis Volksbus. “Temos grandes expectativas com a chegada do VW Delivery. Sentimos que é a ferramenta para o desenvolvimento e crescimento da nossa empresa, rumo a um mercado muito competitivo, com um produto de alta qualidade. Já conquistamos o segmentos de saneamento, administração municipal e construção, porém queremos ainda mais: observamos um grande potencial para vendas nos mercados avícola, de panificação e agroindustrial. Com certeza a família Delivery será um sucesso”, ressalta Rafael Aleman, diretor executivo da Tiesa.

Os primeiros modelos a desembarcar no novo mercado são o VW Delivery 6.160 e 9.170. Motivos para uma expectativa de boa aceitação não faltam: afinal, os caminhões leves Volkswagen já conquistaram desde o México, passando por Aruba, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua e República Dominicana, até os países mais próximos ao Brasil, onde foram desenvolvidos e são produzidos os caminhões da marca.

‘’A Volkswagen Caminhões e Ônibus vem se tornando cada dia mais presente e com participação ativa nos mercados da América Central. E agora ainda mais fortemente no Panamá, com o lançamento dos novos modelos da linha Delivery. Estamos ainda mais completos nesse importante mercado. O produto na versão 4x2 se encaixa perfeitamente às condições urbanas da cidade do Panamá, assim como a versão 4x4 para as condições fora de estrada mais afastadas da capital’’, comenta Matheus Francesco, supervisor de Vendas Internacionais da VWCO.

 

 

Exportações de carne de frango para os países árabes e muçulmanos crescem de 15% a 20% ano ano

Ao longo dos últimos anos o Brasil fortaleceu e avançou a passos largos sua relação comercial com os países de população árabe e muçulmana. E o carro-chefe que impulsionou esses números é a carne de frango brasileira. Segundo dados da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), de 15% a 20% da produção brasileira de frango, mais de dois milhões de toneladas ao ano, tiveram como destino os países árabes.

No primeiro semestre de 2022, os embarques dessa proteína aos países árabes mantiveram curva ascendente. Só para os Emirados Árabes, a variação do primeiro semestre de 2022 em relação ao mesmo período do ano passado foi de um aumento de 66% em volume e 113% em receita. Outro exemplo é o Catar, que teve um crescimento de 45% em volume e 84% em receita nos embarques de carne de frango no primeiro semestre de 2022 em relação a 2021.

“O Brasil mostrou aos países árabes a competência na produção de carne de frango de qualidade e segura para o consumo da população muçulmana. E esse caminho proporcionou uma relação comercial sólida, mas ainda assim promissora ao Brasil para além do mundo árabe”, destacou o diretor de Operações da CDIAl Halal, Ahmad M. Saifi.

“A segurança de alimentos é uma exigência da religião islâmica cada vez mais valorizada e exigida em todo o mundo. Por isso, além do crescimento junto aos países islâmicos, acredito na expansão de mercado do frango halal brasileiro em várias partes do mundo”, acrescenta Ahmad Saifi.

 

Estatal argentina Enarsa cancela três embarques de GNL programados para chegar em agosto

A estatal Energía Argentina (Enarsa) decidiu cancelar três embarques premiados de gás natural liquefeito (GNL) que estavam programados para chegar em agosto. Dessa forma, o Banco Central da Argentina terá alívio cambial de US$ 156 milhões no próximo mês. Por sua vez, com a venda da operação, receberá uma receita de US$ 46,8 milhões, informou o La Nación.

Este ano, a Enarsa adjudicou um total de 38 embarcações (descontando as três desmobilizadas) por um total de US$ 2.769 milhões. No inverno passado, a estatal comprou um total de 51 carregamentos de GNL por um custo total de US$ 1,1 bilhão, mas a preços médios do gás de US$ 8,33 por milhão de BTU.

O fim da pandemia fez disparar os preços do gás antes mesmo do início do conflito na Ucrânia, o que, somado aos menores investimentos na produção de gás na Argentina, afetou a oferta. Assim, em 2022, o preço médio do GNL foi de US$ 27 por milhão de BTU, o que significa que, apesar de ter comprado menos embarques, os preços pagos mais que dobraram os do ano passado.

“As temperaturas foram mais altas para este mês. A média de julho foi de 10 graus e tivemos uma média de 12 graus, o que ajudou a reduzir a demanda e liberar as importações de GNL", explicaram fontes oficiais, segundo o La Nación.

Os três navios que importariam se destinavam ao porto de Escobar, que tem capacidade de regaseificação de 22 milhões de metros cúbicos por dia (m3/d), superior à capacidade de 15 milhões de m3/d de Bahía Blanca. Além de economizar no pagamento de US$ 156 milhões pelos três navios, a Enarsa vendeu a operação a um trader por US$ 46,8 milhões.

Caso a demanda por energia aumente, estão em andamento negociações com o Brasil para reforçar a importação de energia elétrica, a fim de capturar ofertas de oportunidades para agosto. Se houver necessidade de energia, a importação do Brasil implicaria em um custo menor do que o GNL.