O Ministério dos Transportes da China convocou a Maersk e a MSC para discutir questões relacionadas às "operações de transporte marítimo internacional", em meio às tensões em torno do controle portuário no Panamá e ao conflito em curso no Oriente Médio, segundo reportagem do South China Morning Post. O anúncio foi feito em um breve comunicado publicado no site do ministério.
O comunicado não forneceu mais detalhes sobre o conteúdo da reunião, embora, no contexto administrativo chinês, tais convocações possam ser interpretadas como um sinal de alerta para as empresas envolvidas. A convocação ocorre em um contexto de diversos fatores geopolíticos que impactaram operadores portuários e empresas de transporte marítimo.
Entre eles, está a situação no Panamá, onde, no final de fevereiro, as autoridades do país transferiram temporariamente o controle de dois terminais portuários para subsidiárias da Maersk e da MSC. Os terminais de Balboa e Cristóbal, localizados em extremidades opostas do Canal do Panamá, eram anteriormente operados pela Panama Ports Company (PPC), uma subsidiária da holding CK Hutchison, com sede em Hong Kong.
A decisão das autoridades panamenhas ocorreu após uma sentença judicial que declarou inconstitucional a concessão portuária outorgada na década de 1990. Na sequência dessa medida, a CK Hutchison iniciou uma ação judicial contra o governo panamenho por assumir o controle dos portos, classificando a decisão como “ilegal”, segundo um comunicado divulgado pela empresa.
Posteriormente, o governo chinês indicou que “protegerá resolutamente os direitos e interesses legítimos de suas empresas”. Ao serem contatadas pelo SCMP, tanto a Maersk quanto a MSC afirmaram não ter comentários ou informações adicionais a fornecer sobre o assunto.

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