sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Primeira colocada da licitação para a dragagem em Santos é desclassificada por não apresentar documentação no prazo

       A primeira colocada na licitação da nova dragagem do porto de Santos foi desclassificada por não ter apresentado sua documentação dentro do prazo estabelecido pelo edital. Agora, a Secretaria de Portos (SEP) aguarda a comprovação de capacidade técnica do consórcio formado pelas empresas Van Oord Operações Marítimas e Boskalis, que apresentou a segunda menor proposta para a execução do serviço, de R$ 373,9 milhões. 
       A dragagem prevê o aumento da profundidade do canal de navegação e das bacias de acesso aos berços de atracação do cais santista, dos atuais 15 metros, em média, para 15,4 e 15,7 metros. Os locais de atracação terão uma fundura variando de 7,6 a 15,7 metros. Antes, a empresa escolhida terá de realizar os projetos básico (que indica os elementos necessários para o empreendimento) e executivo (mais detalhado, com dados sobre como os trabalhos devem ocorrer). 
       A EEL - Infraestruturas Ltda. foi a que apresentou a menor proposta de preço para a obra. A firma cobrou, R$ 369.091.930,90 e garantiu a liderança na licitação realizada no dia 9 de julho, pela SEP. Contudo, após esta etapa do processo, a empresa deveria ter apresentado a documentação que atestava a sua capacidade técnica. Mas ela não respeitou o estabelecido no edital e atrasou a entrega dos documentos em cinco minutos.
        Assim, a SEP desclassificou a vencedora e entrou em contato com a segunda colocada. As empresas Van Oord Operações Marítimas e Boskalis cobraram R$ 373.965.668,94, pelo serviço e devem e apresentar a documentação descrita no edital. A ELL pretende entrar com recursos administrativos e até judiciais para continuar na licitação. A sócia-proprietária, Claudia de Carvalho Alves, argumentou que houve um problema no envio eletrônico dos documentos por conta da capacidade de dados do site do Governo.

         “Começamos a transmissão no prazo correto, mas no meio, houve uma notificação de que o prazo estava se esgotando. Demorou para carregar no meio da transmissão, vamos dizer assim”, explicou. A partir do problema, a executiva entrou em contato por telefone com a comissão de licitação e encaminhou a documentação via e-mail. Em seguida, enviou as cópias físicas, dentro do prazo estabelecido pela SEP em edital. 
       “Estamos com tudo em dia, mas houve o problema por conta de uma infelicidade do mecanismo. Tomamos as atitudes imediatas. Vamos entrar com recurso e, muito a contra-gosto, vamos tomar as medidas judiciais cabíveis”, justificou a empresária.

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