Para Castelar, essas obras são essenciais para aumentar o potencial de crescimento da economia. Ressaltando que se a estrada não tem buracos, o caminhão se desgasta menos e que se a estrutura ferroviária permite a passagem de mais trens, a mercadoria escoa com mais rapidez. “Como a produtividade do capital privado aumenta, as empresas também se animam mais a investir, já que a rentabilidade dos projetos como um todo aumenta. Só que estamos na contramão dessa tendência, temos números muito ruins de investimento em infraestrutura”, destacou.
Um problema ainda maior, conforme o pesquisador, é que o Brasil investe pouco na área e nem todos os recursos destinados à infraestrutura se materializam em aumento do capital. Entre os exemplos citados por Castelar está a transposição do Rio São Francisco, iniciada em 2005 e com apenas dois terços das obras finalizadas até agora. “O capital está lá parado e quando a obra for contabilizada no investimento em infraestrutura, serão R$ 10 bilhões, quando na verdade o projeto vale R$ 5 bilhões”, explicou.
Segundo Castelar, a alternativa são Projetos de Parceria Público-Privadas e concessões já que os objetivos ficam mais alinhados, pois o concessionário está interessado em ter bom projeto e terminar a obra, porque vai geri-la no futuro. “Claro que precisa de bom desenho de leilão”, detalhou o especialista da FGV.

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