quinta-feira, 6 de agosto de 2015
Governo examina acordo com japoneses para arrendamento do Estaleiro Rio Grande
O governo está estudando a possibilidade de um acordo com grupos japoneses para o arrendamento do Estaleiro Rio Grande (RS), pertencente à Engevix, uma das empreiteiras investigadas no âmbito da Operação Lava-Jato. A ideia, cogitada pelo Palácio do Planalto, onde executivos da Mitsubishi Heavy Industries estiveram em março com a presidente Dilma Rousseff, é transferir a operação do estaleiro aos nipônicos sem que haja nenhuma mudança em sua composição societária.
A expectativa é de que com um eventual arrendamento das instalações, aconteça a remoção completa de obstáculos a financiamentos concedidos - e ainda travados - para o ERG. "Essa é uma das alternativas em análise atualmente", calcula uma fonte governamental. A Mitsubishi lidera um grupo de cinco empresas do Japão que detêm, juntas, 30% da Ecovix - dona do estaleiro. Os outros 70% pertencem à Engevix.
Segundo a mesma fonte, um aumento da participação acionária dos japoneses é descartado porque exporia ainda mais essas empresas aos riscos embutidos na Lava-Jato. Enquanto isso, o arrendamento é visto como uma opção capaz de remover entraves financeiros. Um dos impasses envolve a liberação, por meio da Caixa Econômica Federal, de um empréstimo com recursos do Fundo de Marinha Mercante.
Mesmo com as dificuldades recentes, a estratégia do governo para o desenvolvimento da indústria naval segue intacta, conforme deixou claro nesta quarta-feira o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, em audiência pública na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados. Ele admitiu que pode haver um processo de consolidação dos estaleiros, caso o volume de encomendas de sondas e plataformas diminua, mas defendeu a postura de estímulos do governo ao setor. "A discussão é se vale a pena viabilizar uma indústria naval no país. E vale,"avaliou.
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