quinta-feira, 6 de agosto de 2015

ABTP considera retrocesso a possibilidade de extinção da Secretaria dos Portos


        A possibilidade de que a Secretaria dos Portos (SEP) seja extinta ou absorvida por outro ministério, caso um estudo encomendado pelo governo prove que ela gera mais gastos do que resultados, é vista com preocupação pelo setor portuário. Especialistas e empresários defendem que os portos brasileiros sejam comandados por uma pasta específica, sob o risco de que o sistema portuário brasileiro perca sua importância, que é estratégica para o desenvolvimento do país.
       Na última segunda-feira, a presidente Dilma Rousseff autorizou, a análise que prevê o enxugamento da máquina pública, visando a redução de gastos do Governo. Já está decidido que haverá redução, mas o Palácio do Planalto ainda não informou quantos dos atuais 38 ministérios deixarão de existir ou serão aglutinados.
       A exceção do estudo, por enquanto, vale para as secretarias de Igualdade Racial, Mulheres e Direitos Humanos que, no entendimento da presidente, devem ser preservadas. A justificativa é de que as três áreas possuem uma importância simbólica para o governo. Como a SEP não está nesse grupo, especialistas do setor e representantes de entidades já demonstram preocupação.
       O presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), Wilen Manteli, previu que, caso a extinção da pasta seja determinada, o setor sofrerá um retrocesso. “Hoje, nós temos um ministro que cuida dos problemas do setor de forma exclusiva. Os portos representam 95% das exportações. É muito para ficar sem prioridade”, justificou.

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